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Cientistas identificam sete novas espécies de
coral
Uma das sete novas espécies de coral-bambu
identificadas na maior área marinha protegida do
mundo, no noroeste do Havaí
Cientistas americanos identificaram sete novas
espécies do chamado coral-bambu em uma missão no
Monumento Nacional Marinho Papahãnaumokuãkea, a
maior área marinha protegida do mundo,
localizada no noroeste do Havai.

Segundo Richard Spinrad, gerente do Centro de
Pesquisas Oceânicas e Atmosféricas dos Estados
Unidos, as descobertas são importantes porque os
corais que vivem em altas profundidades servem
de apoio a diversos ecossistemas e são os
primeiros organismos marinhos que podem ser
afetado pela acidificação nos oceanos.
O aumento da acidez dos oceanos é decorrente da
poluição das águas com dióxido de carbono e
pode, segundo cientistas, trazer consequências
catastróficas à vida marinha. O cientista Rob
Dunbar, da Universidade de Stanford, que fez
parte da equipe que descobriu as novas espécies,
estava estudando os corais mais antigos para
avaliar o impacto do clima na vida dessas
criaturas marinhas.
De acordo com ele, foram encontrados corais
vivos de até quatro mil anos no Monumento.
"Estudar esses corais pode nos ajudar a
compreender como eles sobreviveram por tanto
tempo e como podem reagir à mudança climática no
futuro", disse Dunbar.
Os cientistas encontraram uma árvore de corais
amarela de quase dois metros, uma esponja
gigante, duas espécies de esponja ainda não
registradas, além de um "cemitério de corais". O
"cemitério" cobre uma área de mais de três mil
metros e fica localizado a cerca de 500m de
profundidade.
Os cientistas estimam que os corais tenham
morrido a milhares de anos e as espécies não
haviam sido registradas nos Estados Unidos.
Segundo os cientistas, o potencial de
descobertas de outras novas espécies na região
ainda é alto. O Monumento Nacional Marinho
Papahãnaumokuãkea possui as águas mais profundas
das áreas marinhas protegidas nos Estados
Unidos.
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