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Casais de
pingüins ficam juntos na multidão de animais
Pingüins-imperador tendem a ficar próximos uns
aos outros, criando uma multidão buscando se
aquecer. Casais desses pingüins em época de
reprodução têm um problema. Eles não possuem
territórios de acasalamento, então defendem sua
parceria permanecendo juntos até a fêmea pôr seu
ovo e transferi-lo ao macho (que irá encubá-lo,
sozinho, por vários meses).

Essa defesa se estende à sua vocalização - eles
permanecem em silêncio até que o ovo seja posto,
de forma que pingüins sem par não os atrapalhem.
No entanto, para se manter aquecidos e conservar
energia durante a temporada de acasalamento, os
imperadores precisam se amontoar com centenas de
outras aves. Os amontoados se formam por algumas
horas, se dispersam por um tempo e se formam
novamente com aves diferentes, repetidas vezes
durante o inverno antártico. É o equivalente nos
pingüins das rodas de chute e acotovelamento de
um show punk.
Mas como um casal silencioso de imperadores
consegue evitar de se separar em meio a toda
essa confusão? A resposta, de acordo com um
estudo no periódico especializado The
Proceedings of the Royal Society B: Biological
Sciences, é que eles ficam juntos um ao outro no
meio da multidão.
Andre Ancel, do Instituto Multidisciplinar
Hubert Curien em Strabourg, França, e seus
colegas prenderam marcadores de registro de
dados a quatro casais em uma colônia de 3 mil
imperadores próxima à estação Dumont d'Urville.
Os aparelhos registravam quando as temperaturas
subiam e a intensidade da luz diminuía,
evidências de que os pingüins estavam se
amontoando.
Os pesquisadores descobriram que ambos os
membros de um casal participavam de um mesmo
amontoado 84% das vezes, com um pingüim entrando
ou saindo da multidão com poucos minutos de
diferença do outro. Isso sugere que os parceiros
se mantinham em contato físico, ou ao menos
visual, durante quase todo o período.
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