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Som "afrodisíaco" ajuda a salvar espécie rara de
guepardos
Pela primeira vez, um raro bebê guepardo deve
sua vida à gravação alterada de um recentemente
descoberto chamado de macho que incita a
ovulação. Kenya, mãe guepardo pela primeira vez,
deu à luz a um saudável filhote fêmea em 18 de
fevereiro, no zoológico de San Diego, o Wild
Animal Park, anunciaram funcionários em março. O
filhote é o resultado direto de uma pesquisa
publicada no início deste ano descrevendo uma
vocalização de machos chamada de "latido-gago".

Cientistas da Pesquisa de Conservação do
zoológico descobriram que os "latidos-gagos"
incitam os sistemas reprodutivos das fêmeas a
começar a liberar óvulos. A descoberta foi uma
dádiva potencial, já que a reprodução de
guepardos em cativeiro é difícil devido aos
ciclos irregulares de ovulação das fêmeas.
Mas ainda havia um detalhe: no cativeiro, certas
fêmeas precisam cruzar com machos específicos
para manter a diversidade genética desses
grandes felinos.
Competição Vocal
Tradicionalmente, os cientistas observavam que
seus "casamentos arranjados" não batiam sempre
com as preferências dos guepardos - uma situação
que poderia se agravar pelo fato do latido-gago
gravado ser de um macho dominante do zoológico.
O temor dos cientistas era de que um guepardo
fêmea rejeitasse o macho escolhido para ela como
bom par genético se ouvisse o chamado do macho
dominante (e provavelmente mais desejável).
"Para compensar isso, modifiquei levemente o
chamado do macho dominante usando um software
acústico", disse Matt Anderson, o pesquisador
responsável pela bioacústica do projeto. O
programa produziu um latido-gago que soava
autêntico, mas era totalmente diferente dos
chamados de qualquer um dos machos do zoológico.
A manipulação do áudio não apenas funcionou, mas
também surpreendeu os cientistas por inspirar o
chamado genuíno dos guepardos. "Ficamos
contentes quando os latidos-gagos desse 'novo¿
membro do grupo estimulou todos os nossos machos
a emitirem o chamado por si sós", disse
Anderson. "As fêmeas escutaram e começaram a
procriar com os machos que queríamos que
procriassem."
Logo depois descobriram que Kenya estava
grávida, e três meses mais tarde ela deu à luz a
um filhote. Já que mamães guepardo inexperientes
normalmente têm problemas em criar um único
bebê, a equipe veterinária decidiu cuidar do
recém-nascido. A equipe do zoológico tem
esperança de que o sucesso possa levar a mais
nascimentos de guepardos em cativeiro no futuro.
Fonte: National Geografic
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