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Com uma idéia na cabeça e um microscópio
na mão, pesquisadores fazem arte
"Eu não trago uma estética, eu acredito
em revelar uma estética que torna a imagem mais
acessível", costuma dizer a pesquisadora e fotógrafa
Felice Frankel, do MIT (Instituto de Tecnologia de
Massachusetts).
A definição de uma das pioneiras da área de imageamento
científico artístico cabe como uma luva para descrever
os vencedores do Desafio Internacional de Visualização
em Ciência e Engenharia 2008, promovido pela Associação
Americana para o Avanço da Ciência, cujo resultado acaba
de sair.
Stew Milne/AP

Desafio de Visualização em Ciência e Engenharia reúne
imagens surpreendentes
É o caso da fotografia vencedora, "A Floresta de Vidro",
feita por Mario De Stéfano, da Segunda Universidade de
Nápoles, Itália. A imagem de microscópio mostra algas
diatomáceas na forma de triângulos verdes lembrando
folhas grudadas em um "caule", um invertebrado marinho.
Essas algas produzem perto de 40% do oxigênio do
planeta. O "vidro" é porque elas são feitas do mesmo
material, a sílica.
"Muitas pessoas pensam que arte e ciência são muito
diferentes, que ciência é cérebro esquerdo e arte é
cérebro direito, e isso não é verdade necessariamente.
Esse concurso mostra que as duas podem ser entrelaçadas
maravilhosamente", declarou uma das juradas, Alisa Zapp
Machalek, do Instituto Nacional de Ciências Médicas
Gerais, de Bethesda, Maryland, leste dos EUA.
Uma das menções honrosas de fotografia mostra "os
pequenos monstros que alimentam a besta" -imagens das
microscópicas ventosas dentadas de uma lula. A
colorização artificial feita por Jessica Schiffman, da
Universidade Drexel, de Filadélfia, Pensilvânia, é
baseada na comédia de humor negro "A Pequena Loja dos
Horrores", sobre uma flor carnívora devoradora de
pessoas.
Já a vencedora na categoria Ilustração mostra o sistema
circulatório em detalhe em várias escalas, do coração
aos átomos de oxigênio, feita por pessoal do museu
Exploratorium, de San Francisco.
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