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Conexão artificial devolve movimentação a
macacos com paralisia
Cientistas norte-americanos conseguiram devolver a
mobilidade a macacos com os membros paralisados, graças
a uma conexão artificial entre neurônios motores e os
músculos do braço. Trata-se de um descobrimento
promissor para pacientes com danos na espinha dorsal.

Em estudo publicado nesta quarta-feira (15) pela revista
científica "Nature", a equipe de pesquisadores, da
Universidade de Washington (EUA), explica como conseguiu
gerar movimento nos membros estabelecendo uma rota
alternativa à espinha dorsal, usando uma máquina que
conectou diretamente o cérebro e os músculos.
Assim, os sinais se transmitiram desde a parte do
cérebro que controla o movimento até os membros,
devolvendo, artificialmente, a estimulação elétrica aos
músculos paralisados.
Trata-se de uma demonstração de que conexões artificiais
diretas entre as células corticais e os músculos podem
funcionar sem que os sinais sigam os caminhos
fisiológicos naturais, interrompidos pelo dano da
espinha dorsal.
O motivo é que os danos na espinha dorsal afetam as
conexões neurológicas entre o cérebro e os membros, mas
não os músculos nem ao cérebro em si.
Segundo os cientistas, chefiados por Chet Moritz, a
partir desta descoberta pode ser desenvolvida uma série
de "neuropróteses" que funcionem como circuitos
eletrônicos autônomos, permitindo devolver a mobilidade
de pacientes com paralisias causadas por danos na
espinha dorsal.
Graças à máquina idealizada pelos pesquisadores, os
macacos, cujos membros se paralisaram mediante
anestesia, aprenderam a controlar o estímulo dos
músculos.
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