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Cientistas procuram gelo nas sombras da
Lua
Por anos os cientistas vêm imaginando se
existe gelo feito de água na superfície da Lua. A
questão tem interesse mais do que acadêmico, porque o
gelo poderia ser utilizado em uma futura base espacial
na produção de oxigênio para respiração e de hidrogênio
para abastecer naves espaciais.

Já que praticamente toda a Lua fica exposta à luz do
sol, só poderia existir gelo nas poucas áreas que ficam
em sombra permanente - as paredes internas e os pisos de
certas crateras localizadas perto dos pólos do satélite.
Uma das candidatas era a cratera Shackleton, que tem
cerca de 21 quilômetros de diâmetro e quatro quilômetros
de profundidade.
Mas imagens obtidas por uma espaçonave japonesa ajudam a
eliminar a possibilidade de que haja gelo de superfície
na Shackleton. Porque partes da cratera vivem em sombra
permanente, as imagens dependem da iluminação solar
refletida pelas paredes da cratera do lado oposto.
Em uma análise dessas imagens, publicada pela revista
Science, Jinichi Haruyama, da Agência Japonesa de
Exploração Aerospacial, e seus colegas reportam que a
área é decerto fria o bastante para abrigar gelo, mas
que a refletividade indica que exista apenas solo no
local. Caso exista gelo na cratera, afirmam os
pesquisadores, ele provavelmente está misturado ao solo
em baixa concentração.
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