|
Cientistas estudam perigo das
nanopartículas
Uma comissão científica britânica dedicada ao estudo da
poluição atmosférica encomendou uma pesquisa sobre os
eventuais perigos das nanopartículas.
Estas partículas, que podem ser 100 vezes menores que um
vírus, são usadas em produtos como protetores solares,
roupas esportivas e suplementos alimentares.
Calcula-se que haja pelo menos 600 produtos disponíveis
atualmente no mundo todo que contenha algum tipo de
nanopartícula, e seu uso vai aumentar.
Segundo John Lawton, presidente da comissão científica e
citado nesta quarta pelo jornal britânico The Guardian,
a falta de estudos sobre os possíveis efeitos das
nanopartículas é preocupante porque atualmente se ignora
os efeitos danosos para o meio ambiente e o metabolismo
humano.
"Não queremos ser alarmistas, mas quanto mais rápido
soubermos mais coisas sobre isto, melhor. O que dizemos
ao Governo é que tem que fazer algo... e com urgência",
declarou Lawton.
A comissão britânica não defende proibir seu uso, pois é
consciente dos benefícios desta nova tecnologia.
O dióxido de titânio, por exemplo, é usado nos cremes
para a proteção dos raios solares e é bastante eficaz
para prevenir o câncer de pele.
Para Vicki Stone, professora de toxicologia da
Universidade Napier, em Edimburgo (Escócia), as
nanopartículas demonstraram ser tóxicas em vários testes
feitos em laboratório.
As nanofibras de carbono, usadas na confecção de roupas
coloridas sem usar tinturas, podem chegar ao meio
ambiente e serem inaladas enquanto outras nanopartículas
microscópicas podem ser absorvidas por vários organismos
e contaminar a cadeia alimentar.
EFE
|