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Cientistas: genes possuem múltiplos
significados
Cientistas identificam proteína-chave no controle da cor
das flores
Cientistas da Vrije Universiteit Amsterdã, na Holanda,
identificaram uma proteína que desempenha um papel
importante no controle da coloração normal das pétalas
das petúnias. As pesquisas, publicadas na revista "Nature
Cell Biology" e que incluem a manipulação dessa
proteína-chave nas células das pétalas, podem levar à
criação de flores de cores diferentes das naturais.
Os pigmentos da flor se acumulam em um compartimento de
células das pétalas conhecidas como vacúolo, mas a
simples presença desses pigmentos não basta para gerar
as cores rosa e vermelha das petúnias.
Raul Cânovas/Divulgação

Pesquisadores identificaram proteína chamada PH5 que
funciona como uma bomba e gera um ambiente ácido no
vacúolo das plantas
Para que as pétalas adquiram essas cores, os vacúolos
têm que ser ácidos, já que, com um ambiente alcalino, a
coloração é azul.
Os cientistas conheciam alguns fatores que controlam os
níveis desses pigmentos, mas até agora não estava claro
como era controlada a acidez do vacúolo.
A pesquisadora Francesca Quattrocchio e seus colegas da
Vrije Universiteit Amsterdã conseguiram identificar uma
proteína chamada PH5, que funciona como uma bomba e gera
um ambiente ácido no vacúolo.
As mutações no gene PH5 reduzem a acidez do vacúolo, o
que dá lugar a petúnias azuis.
Segundo os pesquisadores, os fatores que controlam os
níveis dos pigmentos da flor controlam também a
expressão PH5, o que garante uma coincidência entre o
pigmento e a proteína que permite seu normal
funcionamento.
A capacidade de alterar o ambiente do vacúolo
manipulando a proteína PH5 pode servir para criar
petúnias com pétalas de cores diferentes das habituais.
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