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Cientistas pedem ação global de proteção
contra asteróides
Da Efe, em Viena
Um grupo de cientistas e exploradores do espaço pediu à
comunidade internacional o desenvolvimento de um
mecanismo global, a fim de defender o planeta de
eventuais impactos de meteoritos. A solicitação ocorreu
nesta terça-feira (25), em Viena, na Áustria.

O relatório, intitulado "Ameaças de Asteróides: Uma
Chamada para Uma Resposta Global", foi elaborado pela
Associação de Exploradores do Espaço (ASSE, na sigla em
inglês) e apresentado à ONU.
Tecnicamente, já é possível influenciar na trajetória de
um meteorito. Porém, o relatório diz que tudo depende de
preparação, planejamento e de decisões tomadas a tempo.
Segundo a equipe de pesquisadores, a comunidade
internacional enfrenta agora o desafio de se organizar
para proteger o planeta dos asteróides.
"A aceleração de nosso conhecimento gera o dilema de
atuar ou não", explicou em coletiva de imprensa o
ex-astronauta da Nasa Russell Schweickart. O
ex-astronauta é fundador e presidente do Painel
Internacional sobre a Redução da Ameaça de Asteróides (IPATM),
integrado por membros da ASSE e outros especialistas.
Até agora, foram descobertos 6.000 objetos cósmicos
próximos à Terra, que com regularidade cruzam a órbita
de nosso planeta. Os cientistas esperam que seu número
aumente para um milhão por volta de 2020.
Estima-se que alguns desses objetos --entre os
conhecidos atualmente há um grupo de 500 a mil-- têm um
diâmetro de mais de 150 quilômetros, um tamanho que
representaria uma catástrofe mundial caso impactasse
contra a Terra.
É o caso do famoso Apophis, um asteróide de 270 metros
de diâmetro, cuja rota se direciona para o Sol, mas que
passará muito perto da Terra em 2029. No entanto, o
Apophis ameaça colidir com a Terra no retorno, por volta
de 2036, com um efeito superior ao de milhares bombas
atômicas --calcula-se que a eventual devastação causada
seria cem vezes superior à do meteorito Tunguska, que em
1908 destruiu dois mil hectares da Sibéria.
"Como em muitos campos, a nova agenda é caracterizada
por um desafio institucional", explicou Walther Lichem,
membro do IPATM e ex-funcionário das Nações Unidas.
"Há certos órgãos que estão argumentando a favor da
aplicação de bombas atômicas no espaço. Para eles, essa
é a tecnologia disponível mais barata e mais efetiva.
Não devemos aceitar que se desenvolva um processo de
responsabilidade e de implementação de decisões fora da
legalidade da comunidade internacional. Este é o desafio
atual", afirma.
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