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Oito municípios de Minas têm risco de
surto de dengue
Dos 25 municípios de Minas Gerais que
realizam o Lira (Levantamento Rápido de Índices de
Infestação para Aedes aegypti), 8 apresentaram situação
considerada alta de risco do surto da doença, pois
apresentam índices superiores a 3,9%. O Lira mede o grau
de infestação da larva do mosquito transmissor da dengue
nos domicílios.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, as cidades que
apresentam elevados indicadores são Belo Horizonte
(3,9%), Coronel Fabriciano (6,9%), Governador Valadares
(8%), Ipatinga (6,8%), Montes Claros (4,7%), Sete Lagoas
(4,5%), Timóteo (4,2%) e Vespasiano (7,7%).
Outras 13 cidades estão em situação de alerta
--Araguari, Contagem, Betim, Divinópolis, Itabira,
Ituiutaba, Juiz de Fora, Pedro Leopoldo, Ribeirão das
Neves, Santa Luzia, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia.
Duas têm situação satisfatória --Conselheiro Lafaiete e
Ibirité. Outras duas cidades ainda não enviaram os
resultados --Patos de Minas, que está concluindo a
pesquisa, e Sabará, que não realizou o Lira em função da
transição política.
Marcus Pestana, secretário de Estado de Saúde, afirmou
que os levantamentos demostram que 85% dos focos de
dengue estão na casa das pessoas. "Isso mostra que o
combate à doença não depende apenas dos órgãos
governamentais. É claro que o governo tem que fazer a
parte dele e já está fazendo, mas a sociedade civil
precisa se envolver efetivamente".
Lira
A pesquisa do Lira é realizada três vezes ao ano --uma
na primeira quinzena de janeiro, outra na segunda
quinzena de março e outra da segunda quinzena de outubro
à primeira quinzena de novembro, com o Lira nacional.
É feita por 25 municípios mineiros através dos Planos de
Intensificação das Ações de Controle da Dengue,
realizados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas
Gerias com o objetivo de fornecer instrumento aos
gestores públicos para decidir a melhor estratégia de
controle da doença.
De acordo com o gerente de Vigilância Ambiental da
Secretaria de Estado de Saúde, Francisco Lemos, "esses
índices são médias de cada município, o que significa
que em cada um há regiões com maior e menor infestação e
que estes locais devem ser divulgados para a população
pelas prefeituras, inclusive com os principais
criadouros", afirma.
Segundo a secretaria, os demais municípios também medem
seus índices, porém seguem outras metodologias e os
valores são repassados à secretaria após o encerramento
do ciclo de pesquisas.
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