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Prefeitura pode diminuir
pela metade número de blocos no Carnaval do Rio
A Prefeitura do Rio divulgou nesta
segunda-feira que estuda limitar o número de blocos que
desfilam nas ruas do Rio durante o Carnaval. Segundo o
presidente da Riotur (Secretaria Especial de Turismo do
Rio de Janeiro), Antonio Pedro Figueira de Mello, dos
mais de 400 blocos que desfilaram pelas ruas da cidade
em 2009, apenas 180 eram cadastrados na prefeitura
--número considerado limite pela secretaria.
"Estamos fazendo um estudo com a CET-Rio [Companhia de
Engenharia de Tráfego] para saber o limite de blocos nos
bairros do Rio. Não queremos que o carnaval da cidade se
torne um corredor comercial como em Salvador", afirmou
Mello.
Monobloco leva cerca de 400 mil pessoas para as ruas do
centro do Rio; ponto de encontro foi na avenida Rio
Branco
De acordo com o presidente da secretaria, o objetivo é
evitar a "desordem pública". Segundo Mello, como muitos
blocos não estavam cadastrados na prefeitura, moradores
eram surpreendidos pelos desfiles --já que não tinham
sido avisados com antecedência.
Ainda de acordo com Mello, a intenção é passar parte dos
blocos da zona sul para o centro da cidade, onde há
menos residências.
Cadastro
O presidente da Riotur disse ainda que os blocos que não
se cadastrarem na prefeitura não devem desfilar em 2010.
"Ainda tivemos muitos blocos que saíram sem autorização
este ano. Em 2010 eles não vão desfilar. Vamos dar
prioridade aos blocos mais antigos."
No início de fevereiro, a Prefeitura do Rio havia
decretado que os blocos deveriam avisar os horários dos
desfiles à secretaria com antecedência. "No dia 10 de
janeiro de 2010 queremos divulgar um calendário com
todos os blocos credenciados", afirmou Mello.
Em 2009, mais de 800 mil pessoas acompanharam o desfile
do bloco Bola Preta, na Cinelândia, centro da cidade. Já
no Monobloco, que também desfilou na região central da
cidade, foram mais de 400 mil pessoas, enquanto os
blocos do Grupo Sebastiana --que desfilaram em diversas
regiões da cidade-- levaram 160 mil pessoas às ruas.
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