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Peixe de 419 milhões de anos traz novas pistas sobre
evolução
O fóssil de um peixe ósseo que viveu há 419
milhões de anos no sul da China, o Guiyu
oneiros, contribui para completar o
quebra-cabeças da evolução dos animais
vertebrados com mandíbula, entre eles o ser
humano.
Uma equipe de cientistas do Instituto de
Paleontologia e Paleoantropologia de Pequim,
dirigido por Min Zhu, é a responsável por essa
descoberta, publicada nesta quarta-feira na
revista científica britânica Nature.

Dentro dos peixes ósseos, estão os de aleta
radial (Actinopterygii, como os esturjões) e os
de aleta lobulada (Sarcopterygii, como os
celacantos). Os peixes de aleta lobulada e os
tetrápodes evoluíram a partir de um mesmo grupo
de ancestrais à margem dos Actinopterygii.
O fóssil descoberto na China, muito bem
conservado, apresenta uma mistura de traços dos
peixes de aleta radial (mais primitivos) e dos
peixes com aleta lobulada (mais evoluídos).
Os cientistas explicam que, ao ter traços dos
dois tipos de peixes ósseos, o Guiyu oneiros é
uma peça intermediária de sua evolução, que
indica que a divisão de peixes de aleta lobulada
e de aleta radial, antes do surgimento dos
tetrápodes, aconteceu antes do previsto, há pelo
menos 419 milhões de anos.
Esta descoberta é uma prova de que os
vertebrados com mandíbula têm uma "longa
história", afirmam.
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