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Mensalão mineiro pode prescrever, diz juiz
 

Os suspeitos de participar no suposto esquema desvio de verbas que teriam beneficiado a campanha ao governo do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) em Minas Gerais - o chamado mensalão mineiro - têm chance de escapar de uma condenação criminal. O alerta foi dado pelo juiz federal Jorge Gustavo Serra de Macedo Costa, responsável pela fase inicial do inquérito sobre o caso. Segundo Costa, os crimes correm o risco de prescrição. As informações são .


A denúncia sobre o mensalão mineiro foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última quinta-feira. O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, sustenta que cotas de patrocínio para eventos esportivos foram um dos meios utilizados no esquema que teria desviado R$ 3,5 milhões dos cofres públicos em favor da campanha de Azeredo e seus aliados. O documento pede o indiciamento de 15 pessoas.

Além de Azeredo, hoje senador, também foram denunciados o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG), o ex-vice governador de Minas, Clésio Andrade (PR-MG), e o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.

A prescrição é a perda da possibilidade de punir um crime depois de passado determinado tempo. Os crimes de que os 15 indiciados são suspeitos de peculato e lavagem de dinheiro. Os fatos aconteceram em 1998 e, até que a denúncia seja aceita pelo plenário do STF, não há interrupção de prazo. "Não se tem previsão de quanto tempo pode demorar a instrução de um processo como este", afirma o juiz federal. O prazo mínimo de prescrição para esses crimes seria, em tese, de oito anos.

Ele critica a necessidade do uso do foro privilegiado, que seria, em sua opinião, um dos motivos do atraso. "Por força do malfadado foro privilegiado, as ações são julgadas de forma muito mais lenta e morosa", explica. Ele acredita que os casos deveriam ser julgados de 1º grau.

Pela lei brasileira, todo caso que envolva autoridades - como o senador Azeredo - deve ser julgado pelo STF.

Ontem, o advogado de Marcos Valério, Marcelo Leonardo, apontado como um dos orquestradores do suposto esquema, também disse que há chances de prescrição.

 



 

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