Caixão com bonecos representando vereadores é
encontrado na Câmara de Pelotas
Um caixão pequeno com bonecos representando vereadores
da Câmara Municipal de Pelotas, no Rio Grande do Sul,
foi encontrado na manhã desta quinta-feira no porão da
Casa Legislativa. Os bonecos ainda estavam fincados com
alfinetes.
Segundo o vereador Cláudio Insaurriaga (PV), conhecido
como Cururu, o caixão foi identificado por um
especialista como um trabalho de "magia negra".
Com cerca de 30 centímetros, o caixão é preto e tem um
crucifixo vermelho, além de areia no fundo e sete
bonequinhos também vermelhos.
Os bonecos, de acordo com Cururu, tinham os rostos dos
integrantes da Mesa Diretora da Casa --Otávio Soares
(PSB), Adalim Medeiros (PMDB), Mansur Macluf (PP),
Idemar Barz (PTB) e Diosma Nunes (PP)--, com fotos
oficiais do site da Câmara.
O vereador afirmou que foram encontrados sete bonecos,
mas dois deles não tinham rostos. Ele disse ainda que o
buraco do porão tem câmeras de segurança, o que ajudará
na identificação da pessoa que fez a suposta "magia
negra".
O caixão está guardado no gabinete de Cururu, e, segundo
ele, lá ficará até o desdobramento do caso. O vereador
afirmou que o especialista avaliou o suposto trabalho de
"magia negra" em R$ 3.000.
Deputados gastaram R$ 20 milhões com viagens em 2007,
diz ONG
da Folha Online
Os gastos com viagens lideraram as despesas dos
deputados federais com verba de gabinete --chamada de
verba indenizatória-- em 2007. Estudo divulgado hoje
pelo ONG Transparência Brasil mostra que os deputados
federais gastaram R$ 80 milhões com a verba de gabinete
no ano passado. Desse total, R$ 20 milhões se destinaram
a pagar viagens.
Os deputados recebem cerca de R$ 15 mil por mês de verba
indenizatória para arcar com despesas como aluguéis de
comitê em seus Estados de origem, envio de
correspondência, combustível e viagens.
As viagens pagas com a verba indenizatória, segundo o
estudo, não são aquelas de deslocamento dos deputados
entre Brasília e seus Estados de origem --essas são
pagas pela Câmara dos Deputados. Ou seja, são outras
viagens que os deputados alegam ser necessárias para o
exercício da atividade parlamentar.
Em segundo lugar, no ranking dos gastos com verba
indenizatória, aparecem as despesas com combustíveis
--que totalizaram R$ 16,7 milhões em 2007. O estudo
ressalta que as despesas com viagens e combustíveis, por
exemplo, são muito altas.
No caso dos gastos com combustíveis, o estudo diz que o
montante utilizado pelos deputados daria para percorrer
73,8 milhões de quilômetros --se a quantia fosse
dividida igualmente entre os 513 deputados federais.
Em seguida aparecem os gastos com consultoria (R$ 12,8
milhões) e com divulgação (R$ 12,7 milhões).
Para o diretor-executivo da Transparência Brasil,
Cláudio Abramo, a divulgação desses dados é importante
para ajudar o eleitor a escolher seus representantes.
"Isso pode ajudar, de alguma forma, a conscientizar os
eleitores na hora do voto sobre a importância de
escolher seus representantes."
Segundo ele, pior do que os gastos injustificados é a
falta de transparência com a divulgação dessas despesas.
"A Câmara dos Deputados, por exemplo, divulga a forma
como a verba indenizatória é utilizada. O Senado, não.
Outras Casas legislativas também não,"