Greenpeace impede baleeiro japonês de reabastecer na
Antártida
da Efe, em Sydney
Ativistas do Greenpeace a bordo do navio Esperanza
impediram nesta terça-feira o reabastecimento da
embarcação Nisshin Maru, uma das que compõem a frota
baleeira japonesa na Antártida, a fim de "evitar a
deterioração do ambiente desta região".
Os ecologistas atravessaram uma de suas lanchas entre o
baleeiro Nisshin Maru e o Oriental Bluebird, navio de
bandeira panamenha que agia como fornecedor de
combustível.

O Greenpeace informou em comunicado que Sakyo Noda,
membro japonês da organização, leu por rádio uma
mensagem em espanhol, inglês e japonês à tripulação do
Oriental Bluebird, na qual pediu que o navio "deixasse
as águas da Antártida imediatamente".
Noda manifestou que a zona "foi declarada uma área
particularmente sensível pela Organização Marítima
Internacional, e uma reserva natural dedicada à paz e à
ciência pelo Protocolo do Meio Ambiente do Tratado da
Antártida".
Além disso, o Greenpeace disse que o governo japonês
emite permissões a seis navios com o objetivo de caçar
baleias "com fins científicos", e apontou que o navio
panamenho não recebeu tal autorização.
O ativista panamenho Mir Rodríguez, que viaja para bordo
do Esperanza, denunciou que "o executivo panamenho
adotou a posição de defensor das baleias no Congresso
Internacional sobre Baleias (IWC) e agora está tomando
parte na caça destes cetáceos no santuário baleeiro da
Antártida".
Representantes da organização asseguram que durante os
onze dias em que estiveram seguindo o Nisshin Maru, o
navio japonês não caçou qualquer baleia, possivelmente
para que as câmaras de vídeo dos ecologistas não
pudessem registrá-lo.