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Estudo: ilha do Alasca pode sumir dentro de 15 anos
 

Dentro de 15 anos, o aquecimento global e a erosão podem deixar desabrigadas cerca de 400 pessoas que habitam uma ilha no norte do Estado do Alasca, nos EUA, informa um estudo divulgado pela edição online do jornal italiano La Repubblica, nesta terça-feira.
A elevação do nível dos oceanos pode fazer sumir em pouco mais de uma década a ilha de Kivalina. Os cientistas dão como certa a submersão do local e alertam as autoridades sobre a necessidade de transferência dos habitantes para o continente.



De acordo com os pesquisadores, além do aquecimento global e a conseqüente alta do nível do mar, a erosão do terreno é fator contribuinte para o desaparecimento da ilha nos próximos anos.

De acordo com o jornal, a divisão dos custos de transferência da população ainda gera polêmica entre as autoridades. O governo local, por exemplo, argumenta que a construção de um muro de contenção contra as águas do mar - entregue em outubro de 2006 - custou US$ 3 milhões e deixou os cofres públicos sem muitos recursos.

Já uma associação que representa os habitantes pede, na Justiça, cerca de US$ 250 milhões para concretizar a mudança da população para o continente.

Kivalina está localizada a cerca de 140 km do círculo polar ártico. A ilha, durante muitos anos, foi utilizada por esquimós apenas como base temporária durante as temporadas de caça de focas.

Em 1905 o governo dos EUA resolveu construir uma vila no local. Muitos habitantes não tem sistema de saneamento básico em suas casas e se dividem em duas atividades: caçar focas ou trabalharem em uma mina de zinco das redondezas.



 

 

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