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Rompimento de barragem em RO destruiu 50 km
de mata e assoreou rio
A água que se deslocou após o rompimento da
barragem da usina em construção de
Apertadinho, no município de Vilhena (698 km
de Porto Velho), destruiu 50 km de mata que
margeia o rio Comemoração.
A constatação é da Secretaria de Meio
Ambiente de Rondônia, que também aponta o
assoreamento do rio como outro dano causado
à floresta.
O acidente aconteceu na tarde de quarta.
Havia risco da onda gerada pelo rompimento
atingir a cidade de Pimenta Bueno (515 km da
capital).
Após os primeiros estudos na região, o
gerente ambiental da Secretaria do Meio
Ambiente, Marcus Lemgruber, afirma que os
danos atingiram uma área de margem de rio
que varia entre 20 e 100 metros de margem.
O Ministério Público de Rondônia entrou com
uma ação pedindo a interdição da obra e uma
vistoria no local para apurar os motivos do
rompimento. Os promotores querem que a Cebel
(Centrais Elétricas Belém) --empresa
proprietária da usina-- arque com os custos
da perícia.
A Promotoria diz esperar que a empresa
assine um TAC (Termo de Ajustamento de
Conduta) se comprometendo a pagar pelo
serviço. Se isso não acontecer, o Ministério
Público deverá entrar com ação contra a
Cebel exigindo o cumprimento dessa condição.
Segundo a Promotoria, durante a primeira
visita feita ao local, funcionários disseram
que problemas na barragem já haviam sido
detectados desde o início da semana.
O vice-presidente do Crea (Conselho Regional
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) de
Rondônia, Amilcar Adamy, diz que a área da
usina é de terreno arenoso e facilita a
erosão, mas afirma que é necessária a
conclusão da perícia para determinar a
causa.
O geólogo Gualter Pupo, responsável por
analisar a elaboração do projeto, afirma não
acreditar que o terreno arenoso tenha
possibilitado a erosão. "Foram tomadas
medidas para garantir a impermeabilização da
estrutura e evitar que a água infiltrasse."
O consórcio Construtor Vilhena (das empresas
Schahin e Empresa Industrial Técnica) afirma
que aguarda a apuração das causas do
rompimento. A Cebel não quis se manifestar
sobre o caso. Procurada, não respondeu à
reportagem.
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