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ONU tenta impulsionar acordo sobre mudança
climática
da Efe, em Nova York
A Assembléia Geral da ONU (Organização das
Nações Unidas) inicia nesta segunda-feira
(11) um debate sobre a luta contra a mudança
climática. O encontro, que deve se estender
por dois dias, visa impulsionar o acordo
alcançado em dezembro na conferência
internacional de Bali (Indonésia) para
reduzir a emissão de gases poluentes.
Cerca de 20 ministros e centenas de
representantes de mais de cem países se
unirão ao empresário britânico Richard
Branson e ao prefeito de Nova York, Michael
Bloomberg, para discutir os próximos passos
na luta contra a mudança climática.
A conferência na ilha indonésia terminou com
um acordo assinado por 187 países que supõe
a admissão por parte dos signatários,
inclusive os Estados Unidos, da necessidade
de um acordo global mais ambicioso que o
Protocolo de Kyoto. A reunião também deu
início às negociações para substituir este
último tratado.
Negociações
O presidente da Assembléia Geral, Srgjan
Kerim, assegurou em comunicado à imprensa
que o debate não pretende substituir as
negociações iniciadas em Bali.
"Nosso objetivo é apoiar o processo, é
preciso manter o impulso conquistado no Mapa
do Caminho de Bali (roteiro com os
princípios que vão guiar as negociações do
regime de mudanças climáticas)", afirmou.
O ex-ministro de Relações Exteriores
macedônio acrescentou que a mudança
climática é um "problema que deve ser
combatido de maneira sistemática, por isso a
Assembléia Geral deve trabalhar de forma
contínua".
Outro propósito dos debates é encontrar a
melhor estratégia para que os diversos
programas e agências que formam o sistema da
ONU contribuam de maneira efetiva para a
redução de emissões de gases poluentes.
Tanto Kerim, como o secretário-geral das
Nações Unidas, Ban Ki-moon, reiteraram em
diversas ocasiões seu convencimento de que a
organização é o melhor fórum para combater
um desafio global como a mudança climática.
Ban apontou em recente relatório sobre o
tema que a ONU deve proporcionar uma
plataforma sólida, um marco sensato e
fomentar a cooperação em seu seio para
facilitar um futuro acordo global, com a
proximidade da cúpula de Copenhague em 2009.
Bali
O texto assinado em Bali afirma que os
países industrializados transferirão
tecnologia aos emergentes para ajudá-los a
lutar contra o aquecimento global.
Em troca, os países em desenvolvimento se
comprometem a realizar medidas para diminuir
seus níveis de CO2 de forma a torná-los
controláveis e verificáveis.
O documento também inclui uma referência,
embora indireta e não obrigatória, à
necessidade de os países industrializados
reduzirem suas emissões de gases poluentes
de 25% a 40% até 2020, com relação aos
níveis de 1990.
O "Mapa do Caminho" de Bali também prevê
ajudas para atenuar os efeitos da mudança
climática e "recompensas" pela proteção e
conservação de florestas e selvas.
O desmatamento é responsável por 20% dos
gases causadores do efeito estufa, porque as
árvores derrubadas enviam para a atmosfera
todo o carbono que armazenam, que representa
50% de sua composição.
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