|
|
|
Operação para combater desmatamento deverá
ter mais de mil agentes
da Folha Online
da Agência Folha
Diversos órgãos do governo federal iniciaram
hoje (25) a Operação Arco de Fogo, que tem
como objetivo patrulhar a Amazônia e deter o
desmatamento na região. Só no Pará existem
cerca de 500 homens na operação de combate
ao desmatamento --300 da Força Nacional de
Segurança, Polícia Federa e Ibama e 200 da
Polícia Militar do Pará.

Ao todo, a operação conta com cerca de mil
homens na região Amazônica. O diretor-geral
da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa,
estima em mais de mil o número de agentes na
força-tarefa, que começará por Tailândia
(PA), cidade onde madeireiros organizaram
manifestações contra o combate ao
desmatamento.

"Passa de mil homens, com certeza, o projeto
na sua totalidade. Mas hoje estamos com um
esforço concentrado em razão daqueles
eventos ocorrido em Tailândia. Tem lá em
torno de 150 homens da Força Nacional, uns
300 agentes federais e mais a força local e
mais a participação do Ibama na região. Uma
vez instalados, começa esse processo em
parceira com o Ibama de fiscalização das
serrarias", disse Corrêa.
Segundo ele, o enfrentamento ao desmatamento
será constante. Vamos fazer esse
pronto-atendimento agora. Mas contrariando o
que muitos pensam, o fato novo é a
permanência, e não uma operação episódica.
Esse é o diferencial. O que combater, isso
está na rotina da PF. O diferencial foi
construir um planejamento que permitisse uma
permanência mais prolongada naquela região."
O Operação Arco de Fogo terá ainda a
participação do Ibama (Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis), da Senasp (Secretaria Nacional
de Segurança Pública), do Incra (Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e
da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
Leilões
A governadora do Pará, Ana Julia Carepa
(PT), afirmou nesta segunda-feira que vai
"reforçar as ações de combate" ao
desmatamento na região Amazônica por meio de
um novo modelo de desenvolvimento. Ela disse
ainda que a mudança na regulamentação na
realização de leilões de madeira
--apreendida em fiscalizações na região--
vai colaborar para essas ações, incentivando
o desenvolvimento econômico e social na
região.
"Queremos incentivar um novo modelo de
desenvolvimento na Amazônia onde nossos
recursos naturais possam ser utilizados sem
destruir [o meio ambiente]", disse a
governadora, que participou de cerimônia no
Palácio do Planalto de lançamento do
programa Territórios da Cidadania.
Conflito
Na semana passada, madeireiros e policiais
militares entraram em confrontono município
de Tailândia durante série de protestos
contra uma operação do Ibama (Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis) para a apreensão de
madeira ilegal na região.
O secretário de Administração de Tailândia,
Cristóvão Vieira, diz que a movimentação
financeira fruto da extração da madeira, das
serrarias e carvoarias é de cerca de 70% dos
recursos que circulam hoje na cidade. "Se os
setores fecharem, Tailândia se
inviabilizará."
Emancipado há 19 anos e com receita mensal
de R$ 3 milhões, o município de 67 mil
habitantes de Tailândia surgiu a partir da
exploração da floresta há cerca de 40 anos.
De acordo com o secretário, nesse período,
60% da cobertura vegetal original de
Tailândia, que tem 4.440 km2, se perdeu.
Vieira não culpa, porém, apenas os
madeireiros pela situação. Para ele, faltou
também fiscalização e orientação das
autoridades federais.
|
|
|
|