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Bancos restringem empréstimos a produtor
ligado a desmatamento
, em Brasília
Os bancos privados e públicos deverão levar
em conta critérios ambientais na concessão
de empréstimos para o financiamento da safra
agrícola nos 550 municípios da Amazônia
Legal. O objetivo da medida, aprovada ontem
pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), é
impedir empréstimos para os produtores que
realizam desmatamento ilegal.
Ao tornar mais rigorosa a concessão de
financiamentos para a região, o governo
adota medida para combater o desmatamento na
área, que cresceu no final de 2007.
Pelas regras aprovadas ontem, ao solicitar o
empréstimo, os produtores rurais da região
terão de apresentar certificados ou licença
ambiental, do imóvel onde será implantado o
projeto. Terão de apresentar ainda uma
declaração de que não existe proibição de
uso econômico de áreas desmatadas
ilegalmente no imóvel.
As regras valem também para financiamento a
parceiros, meeiros e arrendatários do mesmo
imóvel. No caso das famílias com renda anual
até R$ 4.000, será exigida declaração
individual atestando a existência física de
reserva legal e área de preservação,
conforme previsto no Código Florestal.
O crédito rural para custeio ou investimento
ficará restrito ao limite do financiamento
do respectivo programa ou linha de crédito e
ao valor compatível com a área passível de
exploração, conforme previsto no Código
Florestal para a localidade.
No caso de imóvel em processo de
regularização, o potencial de uso da área
será o definido no cronograma do projeto de
recuperação de área degradada aprovado pelo
órgão estadual de meio ambiente.
As regras foram acertadas no último dia 11,
durante reunião do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva com os ministros Marina Silva
(Meio Ambiente), Guido Mantega (Fazenda) e
Miguel Jorge (Desenvolvimento).
Em nota, a pasta do Meio Ambiente disse que
as restrições para financiamentos foram
adotadas devido ao crescimento acelerado do
setor agropecuário brasileiro nos últimos
anos. É uma maneira, diz a nota, de garantir
que o desenvolvimento das atividades no
campo ocorra mediante uso sustentável dos
recursos naturais.
No dia 11, Lula disse que não considerava
correto financiar projetos que darão
prejuízo ao país devido ao envolvimento dos
proprietários com desmatamento ilegal na
Amazônia.
Pela legislação, quem descumprir as regras
está sujeito "à perda ou restrição de
benefícios fiscais concedidos pelo poder
público" e "à perda ou suspensão de
participação em linhas de financiamento".
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