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OCDE: maior gasto atenuará problema
ambiental
O planeta poderá atenuar grande parte de
seus problemas ambientais até 2030 se
dedicar para esse fim pouco mais de 1% da
riqueza mundial, explicou hoje o
secretário-geral da Organização para a
Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE),
Angel Gurría, advertindo que o custo da
passividade será muito mais elevado.
O relatório "Perspectivas para o Meio
Ambiente da OCDE para 2030", apresentado em
Oslo, enumera uma série de medidas que
permitiriam enfrentar os quatro principais
desafios ambientais: o clima, a
biodiversidade, a água e a saúde humana.
"Não é barato, mas é viável e também
consideravelmente menos oneroso para a
Humanidade e para a economia do que a
alternativa da passividade", declarou Gurría
em uma entrevista à imprensa. Segundo a
organização, as medidas propostas custariam
"apenas pouco mais de 1% do PIB mundial em
2030, ou seja, 0,03% menos que o crescimento
anual médio do PIB até 2030".
Permitiriam entre outras coisas reduzir em
um terço até 2030 as emissões de óxido de
nitrogênio e de óxido de enxofre e limitar a
13% o aumento das emissões de gás causadores
do efeito estufa até essa data, em lugar dos
37% caso nada seja feito.
A OCDE propõe a adoção de medidas econômicas
(impostas ao carbono, permissões
negociáveis), ações prioritárias nos setores
que mais ameaçam o meio ambiente - energia,
transporte, agricultura e pesca -, um uso
mais racional dos recursos e uma melhor
coordenação internacional.
AFP
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