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Poluição reduz fragrância das flores e
impede polinização, diz estudo
da Efe, em Washington
A poluição proveniente de usinas de energia
e automóveis destrói a fragrância das flores
e impede a polinização, segundo um estudo
realizado por cientistas da Universidade da
Virgínia, nos Estados Unidos.

Em um relatório sobre a pesquisa publicado
nesta sexta-feira pela revista "Atmospheric
Environment", os cientistas afirmaram que
esse efeito dos poluentes explicaria a
redução das povoações de insetos
polinizadores, que se alimentam do néctar
das flores, em várias partes do mundo.
Essa redução começou a afetar há alguns anos
especialmente abelhas, besouros e
borboletas, segundo outros estudos.
"As moléculas aromáticas que produziam as
flores em um ambiente menos poluído, como há
um século, podiam se estender por cerca de
1.000 ou 1.200 metros" de sua fonte, afirmou
José Fuentes, professor de ciências
ambientais da Universidade da Virgínia.
"No entanto, no ambiente poluído das grandes
cidades, não passam de 200 ou 300 metros",
manifestou.
"Isto faz com que os insetos encarregados da
polinização tenham cada vez mais dificuldade
para localizar as flores", acrescentou.
O resultado é um círculo vicioso no qual os
polinizadores lutam para encontrar alimento
para manter sua população.
Ao mesmo tempo, as plantas que florescem não
conseguem a polinização que precisam para se
reproduzir e se diversificar, indica o
estudo.
Os cientistas criaram um modelo matemático
para determinar o deslocamento do aroma das
flores com o vento.
Segundo afirmam em seu relatório, as
moléculas aromáticas das flores são muito
voláteis e se fundem rapidamente com os
poluentes.
Isto significa que em vez de se deslocar
intactos sobre longas distâncias, seu aroma
se altera e transforma sua essência.
O experimento demonstrou que a poluição
destrói o aroma das flores em 90%, em
comparação com os períodos anteriores aos
automóveis e à indústria pesada, disse
Fuentes.
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