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Desmate não resolve crise de alimentos, diz Marina Silva

 

CLAUDIO ANGELO
Editor de Ciência


A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse na sexta-feira (25) que a "pressão insustentável" sobre os recursos naturais não é resposta à crise mundial dos alimentos. Para Marina, destruir ecossistemas para plantar "só adia a crise por um tempo".

A declaração foi uma resposta à defesa que o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, fez na quinta-feira (24) do desmatamento como mecanismo "inevitável" para enfrentar a alta global no preço dos alimentos.

Em entrevista à Folha, Maggi afirmou que "não há como produzir mais comida sem fazer a ocupação de novas áreas e a derrubada de árvores". Ressaltou, no entanto, que só defende o desmatamento legal.

Instada a comentar a entrevista, Marina evitou criticar diretamente o governador, com quem tem se desentendido nos últimos meses (Maggi questiona os dados do governo federal que mostram a explosão no desmatamento em seu Estado no final de 2007). A ministra disse que a crise dos alimentos é um dado de realidade, mas que a forma de enfrentá-la é "lançar mão da melhor tecnologia e do conhecimento científico disponíveis".

"Não é o momento de responder a novos desafios com velhas práticas", disse. "O ministro da Agricultura diz que nós podemos dobrar a produção no país sem derrubar mais nenhuma árvore."

A ministra defendeu que se busquem recursos para recuperar áreas já degradadas e torná-las produtivas. Maggi também havia criticado essa estratégia, dizendo que a maioria dessas áreas não é propícia à agricultura em larga escala.

"Não é propícia se formos utilizar velhas tecnologias, se for na lógica da pecuária extensiva e da garimpagem de nutrientes", disse Marina.

A diretora-executiva da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Tatiana de Abreu Sá, concorda com a ministra na questão da tecnologia, mas também afirma que Maggi está certo quando diz que os agricultores precisam de algum tipo de "seguro" para produzir em áreas degradadas.

"Realmente não é preciso desmatar [para produzir alimentos], desde que políticas adequadas sejam feitas", disse a dirigente e pesquisadora.

Para Abreu Sá, é possível, com financiamento, logística e incentivos, recuperar as áreas degradadas na Amazônia e produzir ao mesmo tempo. "Tecnologia nós temos", afirmou.

Tiro no pé

O coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário, disse que as declarações de Blairo Maggi foram um "passo atrás no esforço de esverdeamento dele". No ano passado, ele foi o único governador presente quando um grupo de ONGs lançou uma proposta para zerar o desmatamento na Amazônia. "Na ocasião, ele disse que o desmatamento era um leão adormecido", recorda-se Adário. "Agora ele está fazendo todo o barulho possível para o leão acordar."

A oposição entre preservação da floresta e produção de alimentos é uma falsa dicotomia, diz Adário. Segundo ele, é graças às chuvas produzidas na Amazônia que as terras férteis do Centro-Sul são irrigadas. "Desmatar é um tiro no pé."


 

 

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