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Justiça veta corte de árvores em obra de condomínio em SP

 

CINTHIA RODRIGUES
Colaboração para Folha de S.Paulo


A Justiça determinou a paralisação imediata do corte de árvores de um bosque de 63,7 mil metros quadrados --área equivalente a nove campos de futebol--, no Alto da Boa Vista, bairro nobre de Santo Amaro (zona sul). A empreendedora JMT, da Inpar, iria retirar do local 1.244 árvores para a construção de um condomínio.

A operação era autorizada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente por meio de um TCA (Termo de Compensação Ambiental).

Em março deste ano, a Folha mostrou que o corte de árvores nesse terreno e no vizinho, de 85,7 mil metros quadrados, acabaria com um dos últimos maciços arbóreos de São Paulo visíveis a mais de 10 km de altitude.

O promotor Luis Roberto Proença encontrou erros nas autorizações. Segundo ele, o condomínio só recebeu permissão porque se fracionou em quatro empreendimentos menores e não precisou atender a exigências feitas em casos de grandes glebas. Além disso, a empresa não afirmou se tratar de maciço florestal.

Sagüis desabrigados

A secretária da Associação de Moradores do Alto da Boa Vista, Jacy Ghirotti, afirma que, desde março, quando os trabalhos de retirada dos troncos começaram, a vizinhança tem encontrado nos quintais famílias de sagüis desabrigados.

"A Secretaria do Verde nem considera que existe uma fauna lá. Agora eles estão por aí, com fome. Sem contar ninhos que devem ter desaparecido", diz.

Outro lado

A Inpar afirmou que até ontem não havia sido notificada formalmente e só interrompeu o corte porque soube da liminar pela imprensa. A empresa diz que vai recorrer da decisão e que todo remanejamento de vegetação foi autorizado pelo TCA feito em 2004 e revalidado em 2007.


Comentário:  A cidade de São Paulo, caso ocorra um terremoto em alta escala, o paulistano não terá onde se obrigar se não tiver estas grandes áreas para abriga-los. Existem poucas praças na metrópole, e por outro lado existe a fauna e flora que esta viva e deve ser preservada a qualquer custo.

 

 

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