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ONGs pedem veto a projeto que reduz proteção
florestal na Amazônia
Representantes de ONGs ambientalistas
entregaram na terça-feira (6) ao presidente
da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia
(PT-SP), uma carta aberta que solicita a
rejeição de projetos de lei e medidas
provisórias que podem prejudicar as
florestas.
O principal alvo da carta, divulgada pelo
Greenpeace, é o projeto de lei 6.424/05,
apelidado de "Floresta Zero" por
ambientalistas, que pretende permitir que
até 30% da reposição florestal nas áreas de
reserva legal da Amazônia possa ser feita
com espécies exóticas.
Estava marcada para hoje, na comissão de
meio ambiente da Câmara, a votação do
parecer do deputado Jorge Khoury (DEM-BA),
que é favorável ao projeto. O próprio
congressista, entretanto, afirmou que a
votação não deve ocorrer agora.
"Deve ser tirada da pauta." De acordo com
ele, o motivo não é a entrega da carta, mas
a realização de uma audiência pública
amanhã. "Depois da audiência, quando
ouviremos todas as demandas da sociedade,
vamos tentar retomar o relatório", afirmou.
Segundo João Alfredo Telles Melo, consultor
de políticas públicas do Greenpeace, a carta
tem até agora 323 assinaturas. "Estamos
apenas começando a campanha. Faremos ainda
muitas mobilizações", disse.
A carta critica também a medida provisória
422/08, apelidada de "PAG (Plano de
Aceleração da Grilagem)" no texto. Para
ambientalistas, a medida possibilita a
legalização da grilagem na Amazônia porque
dispensa os detentores de imóveis com até
1.500 hectares de licitação para adquirir
terras públicas.
A Constituição prevê um limite de 50
hectares, e a lei de licitações estabelece
um de no máximo 500 hectares.
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