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Lista de aves em risco de extinção ganha
oito novas espécies
da Efe, em Bonn (Alemanha)
A Lista Vermelha de Aves em risco de
extinção, elaborada a cada ano pela União
Internacional para a Conservação da Natureza
(UICN) e pela organização BirdLife, incluiu
em 2008 outras oito espécies ameaçadas pelas
mudanças climáticas.

O Brasil lidera a lista de países com maior
número de aves ameaçadas, com 141 espécies,
seguido de Indonésia, com 133; Peru, com
106; China, com 102; Filipinas, com 92; e
Colômbia, com 90 espécies.
A chefe do Programa de Espécies da UICN,
Jane Smart, explicou na segunda-feira (19),
em Bonn, na Alemanha, que as transformações
no clima e das florestas em áreas de cultivo
para biocombustíveis prejudicaram o habitat
de 24 das 1.226 espécies de aves que correm
risco de desaparecer.
Smart disse que as longas secas e os climas
extremos inesperados estão entre os fatores
mais prejudiciais para estas espécies. "Esta
última atualização da Lista Vermelha
demonstra que as aves estão sob enorme
pressão devido à mudança climática", afirmou
Smart, que pediu aos participantes da
conferência que adotem medidas firmes para
garantir a sobrevivência da biodiversidade.
Trata-se, como explicou, de um problema
global, que cada vez afeta mais os
territórios continentais e que ameaça
espécies da Austrália, como a Mallee Emuwren
(Stipiturus mallee), e das ilhas Galápagos,
como o Floreana Mockingbird (Nesomimus
trifasciatus).
Entre as oito espécies elevadas ao nível de
perigo crítico da Lista Vermelha figuram o
albatroz de Tristão (Diomedea dabbenena), o
Spoon-billed Sandpiper (Eurynorhynchus
pygmeus), o Tachira Antpitta (Grallaria
chthonia), Reunion Cuckooshrike (Coracina
newtoni), e o Mariana Crow (Corvus kubaryi).
Completam o grupo o akekee (Loxops
caeruleirostris) e o Gough Bunting (Rowettia
goughensis).
Smart disse que a produção de
biocombustíveis a partir de matérias-primas
como soja, cana-de-açúcar e palma pode
ajudar na luta contra a mudança climática em
"alguns aspectos", mas o desmatamento
indiscriminado de florestas, para esses
cultivos, atenta contra a sobrevivência da
biodiversidade.
Segundo ela, atualmente uma em cada oito
aves estão ameaçadas, um dado "alarmante".
Smart ainda destacou que um em cada quatro
mamíferos e um em cada três anfíbios
poderiam desaparecer nos próximos cem anos.
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