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Desmatamento em Mato Grosso cresceu mais de
60% no ano, diz Minc
LUISA BELCHIOR
colaboração para a Folha Online, no Rio
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas
Espaciais) vai divulgar novas estatísticas
sobre desmatamento na Amazônia na semana que
vem que mostrarão que o índice de Mato
Grosso cresceu mais de 60% nos primeiros
cinco meses deste ano em relação ao mesmo
período no ano passado. A afirmação foi
feita na manhã desta quarta-feira pelo
futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos
Minc.
O alerta do instituto sobre o aumento do
desmatamento na Amazônia divulgado em
janeiro --3.235 km2 de floresta nos últimos
cinco meses de 2007-- gerou embate entre o
governador de Mato Grosso, Blairo Maggi
(PR-MT), e a ex-ministra Marina Silva. Maggi,
na época, chamou de despreparada a então
ministra, que apontou a o aumento da
produção de soja e carne como um dos
principais responsáveis pelos índices
considerados altos por ela.
"Na segunda-feira [26] o Inpe vai divulgar
novas estatísticas de desmatamento e vai ser
de novo um dado ruim e, para variar, será de
mais de 60% em Mato Grosso", declarou Minc,
em entrevista coletiva nesta manhã, no Rio,
para apresentar a nova secretária estadual
do Ambiente do Rio, Marilene Ramos, que
comandava a Serla (Superintendência Estadual
de Rios e Lagoas do Estado do Rio).
O novo ministro classificou como "egoísta" a
atitude de Maggi de se negar a fornecer
efetivo policial para o projeto da Guarda
Nacional Ambiental, que, segundo ele, será
formada por policiais de todo o país para
atuar nas áreas de preservação ambiental da
União. Minc afirmou ontem ter obtido o aval
de Lula para tocar o projeto.
"O Lula deu o 'ok'. Então ele [Blairo Maggi]
não tem mais que brigar comigo, tem que
brigar com o Lula, se quiser", afirmou o
novo ministro, depois de, em tom de
brincadeira e em conversa informal, dizer
que ia "chamar o Blairo" para o ministério.
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