|
Permissão à caça de baleias no Japão seria fim de moratória, diz organização
da Ansa, em Santiago
Uma eventual permissão ao Japão para qualquer tipo de caça comercial de baleia
significaria uma "suspensão da moratória mundial que proíbe a caça", afirmou
nesta terça-feira o Fundo Internacional para o Bem Estar Animal (Ifaw, na sigla
em inglês).
"Estamos muito preocupados que a caça de baleias se transforme em uma opção
negociável neste fórum", declarou Aimee Leslie, oficial de campanhas da Ifaw,
após a inauguração da reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI), em
Santiago.
"A proteção das baleias não deve ser negociável. A vida das baleias não é
negociável. Os países aqui reunidos não deveriam estar sacrificando baleias
utilizando brechas legais da CBI, constituída para protegê-las", acrescentou.
Segundo a Ifaw, os conservacionistas reúnem a maioria dos votos na assembléia
anual da Comissão Baleeira, "mas não os dois terços necessários para que sejam
aprovadas regras mais firmes contra a caça destas espécies".
A organização ecológica indicou quem durante a temporada de caça 2007-2008, o
Japão "matou 551 baleias minke na Antártida, enquanto uma frota baleeira da
Noruega zarpou recentemente com um alvo de mais de mil baleias minke".
"A Islândia também reativou sua indústria de caça comercial, apesar das objeções
de seus cidadãos, e este mês violou as convenções internacionais, e alguns dizem
que o direito internacional, quando permitiu o envio de carne de baleia ao
Japão", acrescentou.
Beatriz Bugeda, diretora da Ifaw para a América Latina, felicitou, por sua vez,
a "decisão do governo chileno de estender a todo seu território marítimo a
moratória sobre a caça de baleias".
"Este tipo de decisões são de grande ajuda para a conservação das baleias e
esperamos que seja um exemplo a ser imitado pelas demais nações", observou.
|