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Equilibrar emissões de CO2 é principal desafio do turismo sustentável
da France Presse
Percorrer a floresta tropical da Costa Rica, passar uma temporada em cabanas na
savana senegalesa, compartilhar a vida dos monges de um templo budista na China.
Grandes agências de viagens da indústria turística mundial já começaram a
explorar o turismo sustentável, modalidade que cresce e multiplica as campanhas
de marketing "verde".
Andrew Whalem/AP

Nativos carregam malas em Machu Picchu; reduzir emissões
de CO2 é um dos principais desafios do turismo sustentável
Porém, nem só de brisas vive o setor. Segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT),
a industria precisa limitar os efeitos provocados pelas grandes viagens para que
as alterações climáticas não afetem os destinos.
"O turismo é ao mesmo tempo vítima e responsável pelo aquecimento global. Sua
contribuição às emissões de gases que provocam o efeito estufa é de quase 5%',
afirma o presidente da OMT, Francesco Frangialli.
Segundo a OMT, em 1950, existiam apenas 25 milhões de turistas internacionais.
Para 2020, a estimativa é de 1,6 bilhão. Todo este crescimento pode resultar,
nos próximos 30 anos, em um aumento de 150% das emissões dos gases que provocam
o efeito estufa.
Em tempos de expansão das empresas de baixo custo, quase metade dos 898 milhões
de turistas que percorreram o planeta em 2007 viajaram de avião. As emissões
aéreas correspondem por 40% do total das emissões de CO2 provocadas pelo
turismo.
Para evitar uma presença excessiva nas áreas turísticas, alguns países optam por
fixar cotas de visitantes, como fez o Peru no caminho dos incas que leva a Machu
Picchu.
Para especialistas, o turismo sustentável não significa reduzir as viagens, o
que seria um grande retrocesso, mas sim viajar de outra maneira, com um ritmo
diferente.
Apesar de movimentar as economias dos países de destino, algumas ONGs estimam
que apenas um terço dos recursos permaneçam nos países visitados.
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