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Maior parte das emissões de CO2 da Indonésia vem de queimadas florestais, diz
Greenpeace
da Efe, em Jacarta
O conselheiro de Assuntos Políticos do Greenpeace para o Sudeste Asiático, Arief
Wicaksono, afirmou, nessa quarta-feira (23), que 85% do dióxido de carbono (CO2)
emitido pela Indonésia na atmosfera tem origem nas queimadas florestais.
Caio Guatelli/Folha Imagem

Wicaksono disse que os incêndios florestais na Indonésia são um método 'rápido'
e 'barato' de expandir a área de plantio na selva e atribuiu a culpa ao 'mau
Governo', citando a falta de coordenação entre os diferentes níveis da
administração e o excesso de burocracia.
'As empresas estão obtendo grandes lucros graças ao desgoverno', afirmou
Wicaksono, que defendeu uma paralisação na transformação dos terrenos até que se
estude o problema e se encontrem soluções comuns.
As queimadas estariam relacionadas com a expansão das áreas de cultivo do país.
Segundo o conselheiro ainda, recentemente, a Indonésia se tornou o terceiro
maior emissor de gases que causam o efeito estufa do mundo - atrás apenas da
China e dos Estados Unidos.
A Indonésia é o maior produtor mundial de óleo de palma e teve lucro de US$ 7,87
bilhões em 2007, segundo dados do Ministério da Agricultura.
O país teve também a maior taxa de desmatamento do globo entre 2000 e 2006, com
1,1 milhão de hectares de floresta perdidos ao ano, ou 125 campos de futebol por
hora. Nos últimos dois anos o ritmo da devastação tem desacelerado.
Os ecologistas atribuem o desmatamento ao desenvolvimento econômico sem
planejamento, ao crescimento demográfico, a extensão de áreas de cultivo, além
da exploração de recursos minerais e florestais.
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