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Esfriamento climático gerou explosão da biodiversidade marinha
Um esfriamento climático gerou, há 460 milhões de anos, uma "explosão da
biodiversidade marinha", segundo um estudo apresentado hoje sobre o período
Ordoviciano que rompe com a idéia de que nesse tempo a Terra estava submetida a
um "super efeito estufa".
O progressivo esfriamento da água do mar coincidiu com uma multiplicação (por
três ou por quatro) do número de gêneros e de famílias de seres vivos, de acordo
com um grupo de pesquisadores de Lyon, na França e de Canberra na Austrália.
Eriko Sugita/Reuters

O aumento da biodiversidade se traduziu também na colonização por diversas
espécies dos fundos dos oceanos, e na formação dos primeiros recifes de coral,
indicou o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS) em comunicado.
O episódio ocorreu no Ordoviciano Superior, há 460 milhões de anos, quando as
temperaturas passaram a estar em um nível comparável ao que é registrado
atualmente nas regiões equatoriais.
Os pesquisadores que realizaram este estudo mostraram que no início do
Ordoviciano, há 480 milhões de anos, as altas temperaturas de água do mar (de 45
graus Celsius) impediam o desenvolvimento de organismos vivos complexos.
O esfriamento das águas, que esteve acompanhado do da atmosfera, foi uma mudança
climática global que, de acordo com as conclusões do estudo, permitiu a entrada
dos seres vivos na modernidade, ao se diversificarem e suas estruturas se
tornarem mais complexas.
EFE
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