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EUA tentam desacreditar eleições
russas, acusa Putin
Brasil
O
presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou nesta segunda-feira os Estados
Unidos de pressionarem observadores de países ocidentais a boicotar as eleições
da Rússia.
Putin afirmou que o objetivo seria desacreditar as eleições parlamentares russas
do dia 2 de dezembro.
"Segundo a informação que temos, isto foi mais uma vez feito seguindo
recomendações do Departamento de Estado americano. Claro que vamos levar isto em
conta em nossas relações com aquele país", disse Putin em entrevista ao canal de
televisão estatal Vesti.
"Ações como esta não vão frustrar a eleição russa. O objetivo (destas ações) é
tirar a legitimidade da eleição, isto está muito claro. Mas eles não
conseguirão", acrescentou o presidente russo.
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) um órgão
internacional que fiscaliza eleições, anunciou no começo de novembro que não
iria mais enviar observadores ao pleito parlamentar.
Segundo a OSCE o motivo seria a falta de assistência da Rússia, pois o governo
russo não forneceu vistos para seus funcionários.
Dias depois a organização suspendeu sua decisão afirmando que enviaria uma
delegação de monitores europeus para a votação.
O presidente russo afirma que a primeira decisão da OSCE foi inspirada pelos
Estados Unidos.
Putin afirmou que a medida da OSCE é sinal da necessidade de reformas na
organização.
"Isto indica novamente que muitas estruturas, incluindo a OSCE, precisam de
reformas. A Rússia já levantou esta questão da reforma da OSCE e vamos promover,
insistentemente, nossa proposta", disse.
Uma porta-voz da OSCE em Varsóvia, Urdur Gunnarsdottir, afirmou que a alegação
de Putin é "absurda".
"A decisão não foi tomada baseada em consulta com qualquer país. Foi tomada de
acordo com medidas operacionais e não políticas. Nossa decisão não teve o
objetivo de influenciar a eleição", afirmou a porta-voz à BBC.
A OSCE é formada por 56 países da Europa, da Ásia Central e das Américas.
A organização será representada pela Assembléia Parlamentar da OSCE que, junto
com o Conselho da Assembléia Parlamentar Européia, está enviando cerca de cem
representantes de países membros para a Rússia para observar a votação do
próximo domingo.
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