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Seis Províncias da Bolívia entram em
greve contra Constituição de Morales
Seis das nove províncias da Bolívia tiveram greves e manifestações nesta
quarta-feira contra o projeto de Constituição do presidente boliviano, Evo
Morales, aprovado à revelia da oposição, e contra o corte dos royalties
petrolíferos.
As regiões rebeldes somam 80% da economia do país, quase dois terços do
território e 58% dos quase dez milhões de bolivianos.
Em Santa Cruz (leste), a Província mais rica, que faz fronteira com Brasil e
Paraguai e é reduto da oposição, a greve é "contundente" e "pacífica", segundo a
imprensa local e líderes do comitê cívico regional.
Amanecer Tedesqui/AP

Manifestantes impedem a partida de trem durante a greve contra morales em Santa
Cruz de la Sierra, no leste da Bolívia
Já em Cochabamba, a quarta maior Província em termos de população, as ruas
amanheceram com grandes blocos de terra que impediam o trânsito de veículos,
mostraram os canais de televisão locais.
Fontes do comitê cívico de Tarija (sul), fronteira com a Argentina, afirmaram
que a greve começou com total normalidade no local.
Na Província de Pando (norte), fronteira com Peru e Brasil, a greve contra a
Constituição de Morales e o corte dos royalties petrolíferos regionais entrou em
seu segundo dia.
Em Trinidad, capital do Distrito de Beni, limítrofe com o Brasil, entre 70% e
80% das ruas permanecem fechadas ao tráfego, no início de uma das maiores
paralisações dos últimos tempos, disseram à agência de notícias Efe fontes do
governo.
Em Sucre, capital administrativa da Bolívia e do Departamento de Chuquisaca,
foram registrados bloqueios em vários pontos da cidade, que amanheceu tranqüila,
apesar da ausência total de policiais desde domingo.
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