Chávez sofre derrota em referendo;
EUA comemoram resultado
O subsecretário de Estado americano, Nicholas Burns, qualificou de "positivo" o
resultado do referendo sobre a proposta de reforma da Constituição de 1999 na
Venezuela, no qual o presidente Hugo Chávez sofreu sua primeira derrota
eleitoral em nove anos.
Burns, que realiza uma visita oficial a Cingapura, disse em entrevista ao canal
de TV News Asia que a notícia [da derrota de Chávez] é "positiva" e "uma vitória
para os cidadãos da Venezuela".

"Nós [os EUA] sentíamos que, por meio deste referendo, Chávez seria feito
presidente eternamente, e isso não é bem-visto por nós", disse Burns na
entrevista.
"Em um país que quer ser democrático, o povo se expressou, e escolheu a
democracia".
Autoridades americanas já demonstraram, em diversas ocasiões, sua oposição à
política de Chávez na Venezuela, a quem acusam de ser uma ameaça para a
estabilidade da região.
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciou nesta segunda-feira a
vitória do "Não". Com 97% das urnas apuradas, 50,7% dos votantes --o equivalente
a 4.504.354 milhões-- optaram pelo "Não", contra 49, 29% -- 4.379.392-- que
escolheram o "Sim".
O resultado oficial contrariou as previsões das pesquisas de boca-de-urna, que
mostravam uma vitória apertada do "Sim".
Após a derrota, Chávez atribuiu o resultado negativo à abstenção de 44,11%
registrada. Dos 16 milhões de eleitores, apenas cerca de 8.800 milhões foram às
urnas depositar seus votos.
"Eu compreendo e aceito que a proposta que fiz foi profunda e intensa", afirmou
Chávez, ao comentar a vitória da rejeição à reforma da Constituição de 1999.
"Parabenizo os meus adversários por esta vitória. Com o coração digo a vocês que
por horas estive em um dilema. Saí do dilema e já estou tranqüilo, espero que o
venezuelanos também".
No palácio presidencial, ele afirmou ainda à imprensa que o resultado do
referendo mostra que a democracia venezuelana "está amadurecendo", e prova que
ele é um "democrata".
"Deste momento em diante, vamos manter a calma", afirmou Chávez, pedindo que não
haja violência nas ruas entre partidários e opositores. "Não há ditadura aqui",
acrescentou.
Oposição
Opositores à reforma --entre eles bispos católicos, grupos de defesa da
liberdade de imprensa, defensores de direitos civis e empresários-- afirmam que,
se fosse aceita, a proposta daria poder ilimitado a Chávez, e feriria os
direitos básicos dos cidadãos.
Oposicionistas comemoraram o resultado, anunciado pouco depois da 0h (2h de
Brasília).
"Esta disputa era entre a democracia e o socialismo totalitário, e a democracia
venceu", afirmou o líder oposicionista Leopoldo Lopez em Caracas.
"Ao menos agora nós sabemos que Chávez deixará o poder", disse a estudante
Valeria Aguirre, 22, que enfrentou bombas de gás lacrimogêneo durante
manifestações.
A votação ocorreu em meio a um clima de calma, mas 45 pessoas foram detidas por
crimes eleitorais, como a destruição de urnas e outros materiais, segundo o
general Jesus Gonzalez, chefe militar que coordenou a segurança da votação.
Proposta
A proposta rejeitada criaria novos tipos de propriedades comunitárias,
permitiria que Chávez escolhesse líderes locais para realizar um novo desenho do
mapa político, e suspendesse os direitos civis durante prolongados estados de
emergência.
Sem a reforma, ele não poderá concorrer à reeleição em 2012.
Outras mudanças seriam a diminuição da carga horária de trabalho de 8 para 6
horas diárias, a criação de um fundo de segurança social para os milhões de
trabalhadores informais, e de conselhos regionais para que se decidisse como
empregar os fundos do governo.
"É difícil aceitar isso, mas Chávez não nos abandonou, ele ainda estará lá por
nós", disse a vendedora de rua Nelly Hernandez, 37, aos prantos após o anúncio
do resultado.
"Ele é um homem que luta pelo povo, um homem que sofreu, que veio de baixo",
afirmou o carpinteiro Carlos Orlando Vega, 47, ao sair de um centro de votação
em Caracas.
Vega está entre as dezenas de milhares de venezuelanos que receberam casas
providenciadas pelo governo de Chávez.
Comentários:
O Brasil também comemora a democracia da
Venezuela
É
bom saber que a maioria da população mundial não aceita mais estes ditadores
comunistas, que desejam poder absoluto, não para para o bem da população, mas
sim para satisfação de seu poder absoluto, ego doentio e criminoso.
O
mundo tem que aprender a expurgar estes ditadores do planeta, parabéns
venezuelanos, nada é mais importante que a liberdade de expressão e de ir e vir.
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