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 Alemanha reitera que o mundo não permitirá armas nucleares do Irã

da Efe, em Viena

O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, reiterou nesta quinta-feira em Viena que a comunidade internacional não vai permitir que o Irã desenvolva armas nucleares.

Pouco antes de se reunir com o diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Mohamed ElBaradei, o responsável pela política externa alemã disse à imprensa que "no ano de 2008 o conflito sobre o programa nuclear do Irã continuará na agenda (internacional)".

"A comunidade internacional não vai permitir que se desenvolva tecnologia nuclear militar na região", afirmou Steinmeier.

Ele destacou que, apesar da avaliação dos serviços secretos dos Estados Unidos emitida em dezembro --que diz que o Irã congelou seu programa nuclear militar em 2003-- "o problema não está solucionado".

"Há questões abertas que devem ser contestadas urgentemente pelo Irã para restabelecer a confiança perdida", disse Steinmeier.

Representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e da Alemanha se reunirão na próxima terça-feira (22) em Berlim para analisar como solucionar a crise.

De acordo com Steinmeier, eles devem discutir na reunião como a comunidade internacional vai se portar no futuro com relação a este tema. Por isso, "é importante receber informação do diretor-geral (da AIEA) sobre a situação, após sua recente viagem a Teerã, e sobre as possíveis soluções, depois de falar com os líderes religiosos do país", disse o ministro.

Nos últimos dois anos, o Conselho de Segurança adotou de forma unânime duas resoluções com sanções comerciais e diplomáticas contra o Irã diante de sua recusa de suspender o programa de enriquecimento de urânio. No entanto, a Rússia e a China são resistentes a pressionar o Irã com medidas punitivas, e defendem o diálogo para solucionar o problema.

O urânio enriquecido é um material legal sob direito internacional, mas é delicado por causa do seu possível uso civil e militar. Os EUA e a União Européia (UE) temem que o verdadeiro objetivo do programa nuclear iraniano seja acumular os conhecimentos e materiais necessários para fabricar armas nucleares no futuro, algo que Teerã nega com veemência.
 




 

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