|
|
|
Brown pede a Musharraf
eleições transparentes
O
primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, fez um apelo ao presidente
paquistanês, Pervez Musharraf, para que realize realização de eleições "críveis"
e trabalhe "com todos os partidos políticos" no Paquistão, após uma reunião em
Londres marcada por protestos.
Brown também pediu a Musharraf que "promova a reconciliação (...) entre as
forças moderadas no Paquistão para unir-se contra a crescente ameaça de
violência extremista".
Enquanto acontecia a reunião entre o primeiro-ministro britânico e o chefe de
Estado paquistanês, combatentes islâmicos fizeram 250 crianças reféns em uma
escola no oeste do Pauqistão.
Musharraf, que encerra no Reino Unido uma visita oficial pela Europa, confirmou
em uma coletiva conjunta à imprensa a liberação de todas as crianças, após a
rendição dos radicais islâmicos a líderes tribais.
"A situação se resolveu de forma pacífica e as crianças foram libertadas",
declarou o presidente paquistanês, destacando que é preciso "perseverança" para
vencer a guerra contra o terrorismo.
"Estamos derrotando a Al-Qaeda", disse, enquanto Brown falava da importância
para a região que a estabilidade volte ao Paquistão.
"A estabilidade do Paquistão é vital para a região", declarou o premier
britânico após a reunião com Musharraf, cujo tema central foi a luta
anti-terrorista e as próximas eleições legislativas e provinciais no Paquistão,
previstas para 18 de fevereiro.
É "essencial" realizar "eleições críveis" no Paquistão, insistiu Brown.
"O presidente Musharraf me garantiu que todos os processos eleitorais entrarão
em vigor para assegurar eleições transparentes e críveis", afirmou o chefe de
governo britânico.
Os líderes se reuniram por cerca de uma hora em Downing Street, sede do governo
britânico.
Enquanto isso, nas ruas, aproximadamente 400 manifestantes, entre eles a
ex-estrela do cricket e atual líder da oposição, Imram Khan, acompanhado da
mulher, Jemina Khan, realizavam um protesto do lado de fora do prédio quando
Musharraf chegou para o encontro.
Alguns carregavam retratos da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto,
assassinada em 27 de dezembro.
Pedindo "justiça", os manifestantes acusaram Musharraf de ser um "assassino", e
exigiram uma "investigação coordenada pela ONU" sobre a morte de Bhutto.
Do outro lado da rua, isolados por um forte esquema de segurança, partidários de
Pervez Musharraf agitavam bandeiras paquistanesas.
|
|
|