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Fidel faz duras críticas
a discurso de Bush
Colaboração para Folha Online
Fidel Castro classificou o discurso anual do Estado da União do presidente dos
EUA, George W. Bush, como "demagogia, mentira e falta total de ética", em
comentários publicados nesta quarta-feira.
No ensaio, chamado "A antiética da ética", que ocupou as primeiras páginas dos
jornais do governo cubano, Fidel afirma que o discurso de segunda-feira (28) foi
o pior de Bush, "por sua demagogia, mentira e falta total de ética".
"Bush nos diz mais com suas expressões externas do que com palavras escritas por
assessores", escreveu o líder cubano.
Fidel também afirmou que a administração Bush provocou o aumento da dívida dos
EUA e que as guerras de Washington aumentaram em 60% os gastos militares no
mundo.
O líder cubano afirmou que os ataques do 11 de Setembro foram usados por Bush
como uma desculpa para invadir o Iraque e que "ninguém no mundo dúvida que o
objetivo era ocupar as instalações de extração de petróleo do país, o que
provocou a morte de centenas de milhares de cidadãos do Iraque e o deslocamento
de outros milhões".
Conselho cubano
Fidel não é visto em público desde julho de 2006, quando passou por cirurgias no
intestino e se afastou do comando do país em favor de ser irmão Raul.
O líder convalescente está em recuperação de uma doença não revelada em local
secreto. Apesar da ausência do governante, a forma de vida em Cuba quase não
mudou.
Raul Castro ficou como chefe do Conselho de Estado, principal órgão do governo
cubano.
No dia 24 de fevereiro, a Assembléia Nacional do Poder Popular --o Parlamento
cubano--, se reunirá para a escolha da sua nova direção entre seus integrantes.
Nesta quarta-feira, os resultados das eleições parlamentares realizadas no dia
20 de janeiro foram anunciadas. No distrito de Santiago, Raul foi escolhido por
99,4% dos eleitores, enquanto Fidel, por 98,3%.
Fidel não declarou se pretende continuar como o chefe oficial da ilha ou se vai
se afastar permanentemente.
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