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 Mau tempo ameaça abastecimento na China



A China deverá enfrentar pelo menos mais três dias de fortes nevascas, o que piorará a crise de abastecimento vivida pelo país.

O mau tempo está afetando a produção e distribuição de alimentos e combustíveis e provocando uma alta nos preços dos alimentos.

A neve já destruiu mais de 4,22 milhões de hectares de plantações e segundo o diretor de assuntos financeiros do partido comunista Chen Xiwen, algumas regiões estão "arruinadas".

"As tempestades tiveram um impacto severo na produção agrícola, principalmente no sul. O impacto nos vegetais foi catastrófico em certas áreas", declarou Chen ao jornal estatal "China Daily".

Na província de Wuhan, e em outras regiões do sul da China, os preços dos alimentos duplicaram por causa das nevascas, informou o diário.

Mais de 12 Províncias já sofreram apagões por que as remessas de carvão não puderam ser entregues às usinas, uma vez que principais estradas e linhas ferroviárias da China estão bloqueadas.

Em diversas áreas do país, povo e governo participam juntos dos esforços para consertar os estragos feitos pela neve.

Somente na província de Hunan, mais de 100 mil recrutas, 20 mil oficiais e 40 mil cidadãos estão trabalhando juntos para remover o gelo das auto-estradas.

Esforços

Ao todo, o exército mobilizou meio milhão de soldados para ajudar as comunidades afetadas pelas nevascas.

Os militares estão distribuindo agasalhos, cobertores e alimentos à população atingida pelo frio e também trabalham retirando neve das principais linhas ferroviárias, que estão bloqueadas há vários dias.

O governo está preocupado em demonstrar aos chineses que tem feito tudo que pode para aliviar a situação e homenageou três eletricistas mortos com o título póstumo de "mártires revolucionários".

Os trabalhadores morreram na província de Hunan enquanto tentavam consertar uma torre de retransmissão de energia elétrica.

A força-tarefa nacional já mostrou resultados na cidade de Cantão onde foi erguido um abrigo emergencial para 80 mil pessoas.

Entretanto, ainda há pelo menos 100 mil viajantes presos na estação ferroviária da cidade desde o fim de semana, quando uma queda no fornecimento de energia elétrica interrompeu o tráfego de locomotivas na linha que vinha da capital.

Autoridades estimam que serão necessários vários dias para normalizar os serviços.

Zheng pediu à população que evite viajar durante o Ano Novo chinês devido ao caos no sistema da transporte.

O feriado que começa na próxima semana é uma época em que imigrantes retornam para casa para comemorar o feriado em família

Estimativas oficiais sugerem que cerca de mais 178 milhões de pessoas se deslocarão durante o Ano Novo.

Estradas

Nesta quinta-feira, o trânsito na principal auto-estrada que liga Pequim ao sul do país melhorou depois que parte do tráfego foi redirecionado por um caminho alternativo.

Cerca de 37 mil pessoas estavam presas no engarrafamento que congestionou a rota Pequim-Zhuhai por vários dias.

Até o momento, em toda a China foram registradas mais de 55 mortes, entre vítimas de desabamento, hipotermia e acidentes de carro causados pelo frio.

O mau tempo também está afetando a produção e distribuição de alimentos e combustíveis e o país enfrenta uma crise de abastecimento desencadeada pelo inverno.

A neve já destruiu mais de 4,22 milhões de hectares de plantações, causou o desabamento de 107 mil casas e obrigou a evacuação de 827 mil moradores.

Os custos da destruição ultrapassam os US$ 3 bilhões (R$5,3 bilhões), informou a imprensa oficial no começo da semana.

Cerca de 80 milhões de chineses estão sofrendo com as nevascas, que começaram em 10 de janeiro e já são as piores dos últimos 50 anos.

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