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Colômbia não aceitará
"provocações" venezuelanas
O
Congresso da Colômbia não responderá a "atos provocadores" do Governo da
Venezuela, afirmaram hoje parlamentares após se reunirem com o presidente
colombiano, Álvaro Uribe, em encontro no qual analisaram os ataques verbais
feitos pelo governante venezuelano, Hugo Chávez.
O senador Samuel Arrieta, líder do grupo Convergência Democrática, um dos que
apóia o dirigente da Colômbia, disse aos jornalistas ao sair da reunião com
Uribe que decidiu "conduzir com cautela" as relações com a Venezuela para não
afetar "dois povos irmãos".
"O que se disse por parte dos congressistas e do presidente é que vamos ter
completa prudência frente ao manejo das relações", disse o parlamentar. "Não
vamos aceitar qualquer tipo de provocação nem do Governo, nem do Congresso, nem
de autoridade alguma da Venezuela. Pelo contrário, vamos continuar estreitando
os laços de fraternidade que unem historicamente os dois povos", afirmou.
A Colômbia e a Venezuela passam por uma crise diplomática desde finais do ano
passado, depois que Uribe cancelou a mediação feita desde agosto por Chávez para
a libertação dos reféns da guerrilha Forças Armadas revolucionárias da Colômbia
(Farc).
Desde então o presidente venezuelano, que declarou congeladas as relações entre
as duas nações fronteiriças, chamou o chefe de Estado colombiano de "lacaio dos
Estados Unidos, mentiroso e cínico" e no final de janeiro denunciou um suposto
plano para atacar a Venezuela.
Uribe destacou há duas semanas que não se pronunciava sobre as críticas de
Chávez "por respeito ao povo irmão da Venezuela".
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