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Quatro políticos e três
americanos seguem em poder das Farc
BOGOTÁ, 28 Fev 2008 (AFP) - A guerrilha colombiana das Farc mantém ainda quatro
políticos colombianos e três americanos que participavam de tarefas do Plano
Colômbia, no grupo de pelo menos 39 reféns que a guerrilha pretende trocar por
rebeldes presos.
Com a entrega de quatro ex-congressistas na quarta-feira, a lista de políticos
se reduz agora à ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, que também tem
nacionalidade francesa; ao ex-legislador Oscar Tulio Lizcano; ao ex-governador
do departamento de Meta (centro) Alan Jara; e ao deputado provincial Sigifredo
López.
Betancourt foi seqüestrada em fevereiro de 2002 quando realizava campanha pela
presidência colombiana.
Lizcano - o político que está há mais tempo emo cativeiro - foi feito refém em
agosto de 2000 no departamento de Caldas (centro-oeste) e Jara foi seqüestrada
em um automóvel com placas diplomáticas das Nações Unidas em 2001.
López é o único dos 12 deputados da assembléia do departamento de Valle
(sudoeste), seqüestrados em abril de 2003, que sobreviveu ao confuso episódio em
que morreram seus companheiros em junho passado em cativeiro.
Os americanos Marc Gonsalves, Thomas Howes e Keith Stansell foram pegos em 13 de
fevereiro de 2003, após as Farc derrubarem o avião em que eles estavam.
As Farc mantêm ainda dezenas de militares e policiais, que estão incluídos no
grupo de reféns que serão trocados.
Entre eles, estão os cabos do Exército Pablo Moncayo e José Martínez, que
completaram em 21 de dezembro dez anos de cativeiro e são considerados os
seqüestrados mais antigos do mundo.
O governo acredita que além desse grupo de reféns, as Farc seqüestraram cerca de
750 pessoas, para o pagamento e resgate.
bur-hov/fb
AFP
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