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Oposição pedirá impeachment se
Spitzer não renunciar
Oposição pedirá impeachment se Spitzer não renunciar
Republicanos do Estado de Nova York ameaçaram hoje aprovar o impeachment do
governador local, Eliot Spitzer, se ele não renunciar por causa de seu
envolvimento em um escândalo sexual, pelo qual poderá ser incriminado pela
Justiça.
A ameaça soma-se às pressões sofridas pelo democrata Spitzer - um
ex-procurador-geral do Estado que ficou conhecido ao combater crimes de
colarinho branco em Wall Street - para renunciar depois do surgimento de uma
notícia dizendo que o governador contratou uma prostituta de luxo.
O The Wall Street Journal atribuiu a uma pessoa próxima a Spitzer, 48 anos, a
declaração de que ele pode renunciar ainda hoje. Segundo essa pessoa, o
governador desejava antes, no entanto, resolver a crise familiar desencadeada
pelo episódio.
"Se ele não renunciar dentro de no máximo 48 horas, vamos preparar os
procedimentos para o impeachment que o retirará do cargo", disse James Tedisco,
líder da minoria republicana na Assembléia Legislativa do Estado. "Precisamos de
um líder no poder que conte com o apoio dos dois lados do espectro político",
afirmou Tedisco.
O The New York Times afirmou na segunda-feira que Spitzer contratara uma
prostituta que cobra US$ 1 mil a hora e que ele teve sua voz gravada em uma
escuta telefônica realizada pela polícia federal ao menos seis vezes, no dias 12
e 13 de fevereiro, na qual ele acertava o encontro com a prostituta em um hotel
de Washington.
Spitzer investigou casos de prostituição quando era procurador-geral de Nova
York. Ele pediu desculpas na segunda-feira pelo que descreveu como sendo uma
"questão particular." O governador não falou em renunciar nem confirmou ou negou
as acusações.
"Eliot Spitzer, o antes xerife de Wall Street agora envolvido em um escândalo
sexual, deve renunciar, talvez já hoje, segundo uma pessoa próxima dele",
afirmou o Wall Street Journal em seu site.
Tedisco disse na segunda-feira à noite ter recebido um telefonema do
vice-governador David A. Paterson a fim de conversar sobre a possibilidade de
haver uma transição de poder caso Spitzer renuncie.
O atual dirigente, considerado uma estrela em ascensão no Partido Democrata,
passou a noite em sua casa em Manhattan, cercada pela imprensa.
O New York Times, atribuindo a informação a membros não identificados da força
policial, afirmou hoje que a investigação começou no ano passado durante uma
análise pelo Serviço Interno de Rendimentos sobre transações financeiras
suspeitas.
"Os pagamentos foram feitos durante um período de vários meses, de modo que os
investigadores acreditam que o objetivo era camuflar seu verdadeiro propósito e
fonte, o que poderia significar a prática de um crime chamado estruturação",
disse o Times. Esse tipo de crime pode render uma pena de até cinco anos de
prisão.
Spitzer elegeu-se governador com quase 70% dos votos no final de 2006, após
trabalhar durante um período como procurador-geral, despertando muita atenção.
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