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Júri decide que mortes de Diana
e Dodi foram causadas por negligência
As
mortes da princesa Diana e do seu noivo, Dodi al Fayed, em agosto de 1997 em um
túnel em Paris, foram resultado da negligência do motorista do veículo em que
viajavam, Henri Paul, e dos carros com paparazzi que perseguiam o casal, afirmou
nesta segunda-feira um júri em Londres.
Ao término do inquérito judicial, o júri formado por 11 membros --seis mulheres
e cinco homens-- decidiu por unanimidade que a morte da princesa e do seu noivo
foi "homicídio por negligência".
27.ago.07/Efe

Fotografia tirada em 2007 de um monumento em homenagem à princesa Diana e a Dodi
al Fayed em Londres (Reino Unido)
O júri, que passou quase seis meses ouvindo aproximadamente 250 testemunhas,
afirmou que Paul havia ingerido álcool e dirigia muito rápido, fatores que
contribuíram para o acidente.
O juiz havia descartado as teorias do multimilionário pai de Dodi, Mohammed al
Fayed, de que "Diana foi assassinada pelos serviços secretos por ordem do duque
de Edimburgo (príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth 2ª)". Ele deu aos
membros do júri cinco opções de veredicto, nenhuma delas incluía qualquer
sugestão de que o casal foi vítima de uma conspiração.
Entre as opções dados aos jurados, figuravam uma sentença de que a princesa
Diana e Dodi morreram em um acidente ou que sua morte foi resultado de um
homicídio por negligência.
Outra possibilidade era um veredicto aberto se os 11 membros do júri avaliassem
que as provas eram insuficientes para chegar a uma conclusão.
Falta de provas
Na semana passada, o juiz Scott Baker, responsável pela investigação judicial
sobre a morte de Diana, afirmou que não havia provas de que o príncipe Philip ou
os serviços de espionagem britânicos MI6 tenham ordenado a morte da princesa, ao
resumir o caso no Tribunal Superior de Londres.
"Não há provas de que o duque de Edimburgo tenha ordenado a execução de Diana, e
não há provas de que os serviços de inteligência ou outro organismo do governo
tenha organizado" o ato, disse Baker, ao resumir os pontos principais do caso,
antes que os membros do júri se retirem para considerar a sentença.
O juiz acrescentou que as teorias da conspiração argumentadas pelo dono das
lojas de departamento Harrods, o milionário egípcio Mohamed al Fayed, não
tiveram fundamento.
"Não há prova alguma" para apoiar a afirmação de Al Fayed, que acredita que os
serviços secretos, com o apoio do marido da rainha Elizabeth 2ª, participaram de
uma conspiração para impedir que Diana e Dodi al Fayed pudessem se casar.
Durante os últimos meses, mais de 250 testemunhas prestaram depoimento, tanto no
próprio tribunal quanto através de videoconferência do exterior. A tragédia
também causou a morte do motorista do veículo, Henri Paul. O guarda-costas
Trevor Rhys-Jones se salvou. Duas investigações --uma francesa e outra
britânica-- concluíram na época que o casal morreu em um acidente trágico.
Com agências internacionais
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