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Uruguaio envolvido no caso da mala na
Argentina se declara culpado
da Efe, em Miami
O uruguaio Rodolfo Edgardo Wanseele Paciello, um dos cinco acusados de conspirar
para atuar como agentes disfarçados da Venezuela no caso da mala envolvendo a
Argentina, se declarou culpado nesta quarta-feira perante um juiz da Flórida.
Wanseele Paciello se declarou culpado após fazer um acordo com as autoridades
americanas, o que lhe permitiria receber uma sentença menor em relação ao caso
da mala, que foi encontrada na Argentina em agosto passado com quase US$ 800 mil
em poder de um venezuelano.
Ele é o terceiro acusado a se declarar culpado depois dos venezuelanos Moisés
Maionica, em 25 de janeiro, e Carlos Kauffman, em 3 de março.
A declaração de culpabilidade de Wanseele Paciello, 40, foi anunciada por
Alexander Acosta, procurador federal do distrito sul da Flórida.
Acosta disse que o uruguaio, que apresentou sua declaração perante a juíza Joan
Lenard em um tribunal de Miami, receberá sua sentença em 14 de julho.
Wanseele Paciello, que trabalha em Miami há oito anos em uma empresa de
importação e exportação, se declarou culpado de duas das acusações que pesavam
contra si, enquanto a Promotoria rejeitou uma terceira.
O uruguaio se declarou culpado de atuar em território americano de forma ilegal
como agente estrangeiro e admitiu que trabalhou para o serviço de inteligência
da Venezuela.
"Depois que o acusado fez devidamente o juramento no tribunal, esse o interrogou
sobre sua declaração de culpabilidade e ficou satisfeito com suas respostas",
assinalaram os documentos da Promotoria.
Por isso, o tribunal "aceitou a declaração" de Wanseele Paciello, que estava
acompanhado de sua advogada, Sowmya Bharathi, e "o encontrou culpado das
acusações" contra si, acrescentaram os documentos.
Wanseele Paciello permanecerá sob custódia das autoridades americanas enquanto
espera sua sentença.
Caso da mala
O uruguaio, além de Kauffman, Maionica e o também venezuelano Franklin Durán,
era acusado de participar de uma operação para encobrir a origem dos US$ 800 mil
que supostamente seriam destinados à campanha eleitoral de um candidato
presidencial da Argentina, segundo os procuradores federais.
O empresário americano-venezuelano Guido Antonini Wilson, radicado em Miami,
viajou com a mala de Caracas a Buenos Aires em agosto de 2007 em um avião junto
a vários funcionários da estatal Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA).
Na Argentina, a mala foi apreendida por agentes de alfândegas argentinos.
Os acusados, segundo as autoridades americanas, tentaram pressionar Antonini
Wilson para não que revelasse a origem e destino do dinheiro.
Em fevereiro, a juíza revogou, como pedia a Promotoria, a liberdade mediante
pagamento de fiança de Wanseele Paciello, que tinha se declarado até hoje
inocente das acusações contra si.
Dos detidos, só Franklin Durán, 40, afirma que é inocente das acusações que
pesam contra si.
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