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Doações a vítimas de terremoto já somam mais de US$ 158 milhões

O pior terremoto que atingiu a China nas últimas três décadas e matou quase 15 mil pessoas atraiu a doação de mais de US$ 158 milhões (R$ 262,60 milhões) em mantimentos e dinheiro, segundo contagem da agência estatal Xinhua.

As cifras divulgadas pelo Ministério dos Assuntos Civis da China somavam mais de US$ 125 milhões (R$ 207,75 milhões) até as 16h desta quarta-feira (5h em Brasília).

A ajuda foi oferecida por Províncias da China não atingidas pelo terremoto, regiões próximas --como Hong Kong e Taiwan-- outros países --como Japão, EUA, Rússia, Coréia do Sul, França, Cingapura e Tailândia--, além das doações de organizações internacionais --como o Comitê Olímpico Internacional-- e pessoas físicas.

Somente o governo chinês realocou US$ 35,7 milhões (R$ 59,3 milhões) para um fundo de ajuda às áreas afetadas.

A Comissão Regulatória Bancária da China expediu uma ordem nesta quarta-feira para que todos os bancos abram uma linha especial para doações para o desastre, de maneira que as pessoas possam colaborar de qualquer lugar da China e do exterior por meio de instituições sérias.

Nir Elias/Reuters

Equipe de resgate descansa durante operação em área residencial a 50 km de Sichuan, o epicentro do terremoto que atingiu a China

Todos os bancos deverão simplificar o procedimento e assegurar que cada centavo doado seja empregado para os devidos fins, segundo um comunicado no site da Comissão Regulatória.

O terremoto de 7,9 graus na escala Richter que atingiu Sichuan às 14h30 (3h30 em Brasília) da última segunda-feira (12) foi sentido em grande parte da China. Os desabamentos causaram ao menos 14.866 mortes, além de ferir mais de 64 mil pessoas, deixar cerca de 1.400 desaparecidas e 25.788 soterradas pelos escombros.

O tremor também causou o corte de eletricidade, comunicação, transporte e distribuição de água.

Quase 50 mil soldados e paramilitares foram mobilizados pela China para ajudar nas operações de resgate. Fontes militares consultadas pela agência Xinhua afirmaram que mais 30 mil soldados devem ser enviados para ajudar nas buscas.

Apelos

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, esteve em Sichuan fazendo apelos emocionais para incentivar trabalhadores e visitando crianças órfãs. "Sua dor é nossa dor", disse na televisão estatal. "Salvar a vida das pessoas é a tarefa mais importante", disse.

Só Beichuan precisa urgentemente de 50 mil tendas, 200 mil cobertores e 300 mil casacos, assim como água potável e medicamentos, disse a Xinhua.

O tremor, o pior registrado na China desde 1976, quando até 300 mil pessoas morreram, abafou a propaganda do governo três meses antes dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Operação

O governo chinês lançou uma grande operação com o Exército e a polícia, além dos serviços de saúde, para chegar às regiões mais afetadas pelo terremoto e ajudar os sobreviventes.

Reuters

Soldado chinês oferece água a mulher ferida no Condado de Beichuan, a cerca de 160 km de Sichuan, o epicentro do terremoto

Cerca de 200 soldados do Exército de Libertação Popular, além de dois helicópteros militares com ajuda de emergência, conseguiram chegar nesta quarta-feira a Yingxiu, região que está incomunicável.

Fonte militares afirmaram à Xinhua que outros cinco helicópteros devem chegar à região caso as condições meteorológicas permitam.

Dois aviões da Força Aérea chinesa comandados por controle remoto saíram de Pequim e fizeram um reconhecimento na área de Sichuan para obterem informações sobre a situação.

Segundo He Biao, subsecretário-geral do governo da Prefeitura de Aba, a oeste da Província de Sichuan, a cidade de Yingxiu tem 10 mil habitantes, porém só podem ser confirmados até agora 2.300 sobreviventes.


 

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