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Governo colombiano promete lutar pela
liberetação de todos os reféns
O Governo colombiano prometeu hoje trabalhar pela
liberação de todos os reféns que continuam em poder das Forças Armadas
Revolucionárias da Colômbia (Farc) e apelou aos membros dessa guerrilha para que
deponham as armas para evitar mortes.
Assim se manifestou o ministro da Defesa do país, Juan Manuel Santos, ao
anunciar a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt e de outros 14
reféns.
Além da ex-candidata à Presidência da Colômbia, foram libertados em uma operação
do Exército classificada como "impecável" os americanos Thomas Howes, Keith
Stansell e Marc Gonsalves, que prestavam serviço para o Pentágano quando foram
seqüestrados, e 11 militares e policiais colombianos.
Todos estavam há mais de seis anos em poder das Farc.
"Continuaremos trabalhando dia e noite para conseguir a libertação do resto dos
seqüestrados", disse o ministro aos jornalistas.
"Mais uma vez, fazemos um chamado aos novos líderes das Farc para que deponham
as armas, para que não se façam matar nem sacrifiquem seus homens, para que se
desmobilizem", destacou Santos.
Aos rebeldes, "o Governo reitera que se quiserem negociar a sério e de boa fé,
oferecemos uma paz digna", acrescentou.
"Em uma operação especial de inteligência, planejada e executada por nossa
inteligência militar, foram resgatados, sãos e salvos, 15 dos seqüestrados que
estavam em poder das Farc", enfatizou o ministro.
A "Operação Xeque", que terminou com a soltura dos reféns, não tem precedentes,
"passará para a história por sua audácia e efetividade" e "deixa evidencia
muito, muito a qualidade e o profissionalismo das Forças Armadas colombianas",
acrescentou Santos.
Os reféns, que estavam divididos em três grupos e foram libertados nos
departamentos de Guaviare (sul) e Vaupés (sudeste), faziam parte de um grupo de
40 seqüestrados que as Farc pretendiam trocar por cerca de 500 guerrilheiros
presos.
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