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Califórnia vai processar governo dos EUA por
não controlar poluição
da Efe, em Los Angeles
A Califórnia processará a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA)
se não forem tomadas medidas eficazes para regular as emissões de gases do
efeito estufa. O anúncio foi feito pelo procurador-geral do Estado, Edmund G.
Brown Jr.
Brown acusou a EPA de "ignorar seu dever deliberadamente" quanto ao controle da
poluição emitida por navios, aviões ou equipamentos industriais, especialmente
em setores como o agrícola ou construção.
"Queimam grandes quantidades de combustível fóssil e causam uma enorme poluição
de gases do efeito estufa, enquanto o presidente [dos EUA, George] Bush se atola
com uma artimanha burocrática após outra", afirmou o procurador-geral
californiano.
Uma situação que "obrigará" o Estado a levar o caso perante a Corte Suprema,
como explicou Brown, se a EPA não responder com uma lei ambiental apropriada no
período de 180 dias.
O procurador-geral da Califórnia afirmou que tomou a decisão após apresentar
vários pedidos à EPA para que iniciasse medidas contra as emissões de dióxido de
carbono, sem que tivesse recebido uma resposta satisfatória.
"A EPA não fez nada exceto publicar uma patética proposta legislativa em 11 de
julho, que contém centenas de páginas de discussão e dados".
Brown declarou que a agência, ao ignorar as solicitações californianas, violou a
Ata de Ar Limpo, que exige a adoção de leis para emissões de efeito estufa.
Caso ocorra o julgamento, a Califórnia processaria a EPA por "fracassar na
elaboração de estudos que evidenciem o perigo para a saúde pública que supõem os
gases de navios, aviões e equipamento industrial além de decretar o controle
dessas emissões".
Segundo o comunicado da promotoria californiana, os motores industriais, os
navios e as aeronaves liberam na atmosfera tanto gás de efeito estufa quanto 270
milhões de veículos, mais do total de automóveis registrados no país.
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