|
Grupo concordou em criar sanções para o Irã,
dizem EUA e Reino Unido
Representantes dos cinco países permanentes do Conselho de Segurança da ONU
--Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia-- e da Alemanha
concordaram em criar sanções a serem aplicadas ao Irã durante conferência
telefônica feita nesta quarta-feira. O resultado da conferência foi divulgado
pelos representantes dos EUA e do Reino Unido.
Os países, chamados de Grupo dos Seis, ofereceram ao Irã incentivos como o de
não adotar novas sanções contra o país em troca do fim do programa nuclear. Três
dias depois do prazo estipulado, o Irã entregou uma carta. O documento, porém,
afirmava apenas que o país daria uma "resposta clara" quando recebesse
"respostas claras" às suas dúvidas.
"Mesmo que continuem os contatos entre Solana [o chefe da diplomacia da União
Européia, Javier Solana] e o negociador iraniano Saeed Jalili, não temos mais
outra opção senão impor novas sanções ao Irã", afirmou o vice-ministro de
Relações Exteriores do Reino Unido, Kim Howells, em comunicado.
"Estamos começando a considerar o possível esboço para outra rodada de sanções",
disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Gonzalo Gallegos.
O embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, não comentou a conferência telefônica,
mas afirmou que as seis potências manterão os diálogos com o Irã em setembro
próximo, porém em nível ministerial. Na quarta-feira, antes do término do prazo
para a entrega da resposta iraniana, a Rússia havia dito que não concordava com
o ultimato.
Os Estados Unidos e os aliados europeus temem que o Irã use o seu programa de
energia nuclear para desenvolver bombas nucleares. O Irã nega a acusação.
O Conselho de Segurança da ONU já adotou três sanções contra o Irã. Os Estados
Unidos, a União Européia e países europeus, individualmente, também impuseram
medidas financeiras contra o país. Para especialistas, pode ser difícil aplicar
novas sanções devido à resistência da Rússia e da China.
|