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Lugo diz que Paraguai não pode continuar dependendo do Brasil e da Argentina


da Efe, em Assunção

O presidente eleito do Paraguai e ex-bispo, Fernando Lugo, disse hoje que seu país não pode seguir dependendo das políticas da Argentina e do Brasil e afirmou que a Venezuela pode mudar o equilíbrio hegemônico regional. "Acho que a política externa do Paraguai vai muito além de nossa fronteira, de nossa região e de nosso continente. A geopolítica mundial mudou substancialmente", declarou Lugo.

Para ele, o Paraguai, que é muito influenciado política e economicamente por seus dois poderosos vizinhos, "tem que alcançar um novo desenho na política externa". "Não podemos nos contentar com as políticas pendulares entre Brasil e Argentina", afirmou.

O esquerdista Lugo, que assume o poder no próximo dia 15, acabando com o domínio de 61 anos do conservador Partido Colorado, ensaiou a aproximação com a Venezuela. "Eu não tenho medo dos países chamados de 'Eixo do mal', pois não se deve identificar as autoridades com os países", declarou.

O paraguaio disse ainda que "a Venezuela é um país que estrategicamente pode dar equilíbrio dentro da região independentemente de quem for o presidente. (Hugo) Chavez vai passar, mas a Venezuela não vai passar com seu potencial em termos de energia".

"Defendo a integração regional, em primeiro lugar, mas não ficar apenas nisto, e abrir as portas para uma relação mundial tanto e enquanto houver respeito à nossa comunidade", declarou o ex-bispo católico.

O diretor da companhia petrolífera paraguai Alejandro Takahashi anunciou que a Venezuela enviará 70 milhões de litros de óleo diesel como medida de apoio ao presidente eleito. Segundo Takahashi, a ajuda é "um gesto de boa vontade do presidente Hugo Chavez". O Paraguai sofreu com a falta do combustível há dois meses, o que prejudicou a produção agrícola. O país não produz petróleo.

 


 

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