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Ministro colombiano acusa Farc de extorquir
Carrefour
da Efe, em Bogotá
O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, acusou hoje as Farc (Forças
Armadas Revolucionárias da Colômbia) de extorquir a firma francesa Carrefour,
como parte de um plano para transferir o conflito armado para o meio urbano,
fato negado por um porta-voz do grupo de supermercados.
Segundo Santos, há informação da inteligência colombiana que indica que as Farc
tiveram responsabilidade nos atentados contra duas filiais do Carrefour em
Bogotá, no sábado passado.
"As Farc estão querendo, de forma desesperada, tentar conseguir recursos e fazer
presença. A pressão nas zonas rurais faz com que pensem que podem transferir
para as cidades", disse o ministro da Defesa colombiano.
Santos anunciou que vai convocar uma reunião com os presidentes dos grandes
centros comerciais, porque, segundo dele "há um problema de extorsão" sério.
No sábado passado, duas bombas explodiram em lojas Carrefour de Bogotá, sem
deixar vítimas.
Mario Acevedo, porta-voz da cadeia francesa, disse hoje em resposta às
afirmações de Santos que as duas bombas do fim de semana passado "não foram
precedidas" por algum tipo de extorsão ou ameaça.
O presidente colombiano, Álvaro Uribe, ofereceu esta semana uma recompensa de
US$ 2.600 a US$ 11 mil para quem dar informações que conduzam à detenção dos
autores desses atentados.
Santos disse também que as Farc tentam cometer atos de terrorismo não só em
Bogotá, mas em outras cidades.
Segundo Santos, nas últimas semanas, as autoridades conseguiram se apoderar de
uma grande quantidade de explosivos que milícias urbanas da guerrilha tentaram
fazer entrar na cidade.
Há poucas semanas, o prefeito de Bogotá, Samuel Moreno, disse que as Farc
promovem atentados na cidade a fim de desestabilizá-la.
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