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Ativistas na Índia protestam contra depósito
de lixo perto do Taj Mahal
da Efe, em Nova Déli
O emblemático Taj Mahal, na cidade indiana de Agra, é alvo de polêmica em razão
de um projeto que, segundo organizações de defesa do ambiente, ameaça o mármore
branco do monumento. Isso porque o Executivo municipal de Agra planeja instalar
um grande depósito de lixo no bairro de Kuberpur, próximo ao monumento, para
destinar resíduos emitidos na cidade, que tem 1,6 milhão de habitantes.
"O lugar escolhido para o despejo fica perigosamente perto do Taj Mahal e do rio
Yamuna", disse à agência indiana Ians o ecologista Ravi Singh.
Brijesh Singh/Reuters

Governo quer construir grande depósito de lixo no bairro de Kuberpur, próximo ao
Taj Mahal, medida que levanta críticas
De acordo com Singh, o local do depósito está inserido em uma área de cerca de
10 mil quilômetros quadrados em torno do monumento e onde ficam limitadas
atividades industriais, para protegê-lo.
"A produção de metano e a emissão de dioxinas, além do enorme volume de resíduos
sólidos, causarão muito dano ao ambiente que cerca o Taj Mahal", protestou, por
sua vez, o presidente da Sociedade Braj Mandal para Conservação do Patrimônio
indiano, Surendra Sharma.
Outros ecologistas consideram que resíduos líquidos cairão automaticamente no
rio Yamuna, cujo leito fica próximo ao mausoléu que o imperador mongol Shah
Jahan construiu no século 17 em homenagem a sua esposa morta.
As autoridades, no entanto, afirmam que estão conscientes da situação, que
"estudarão todos os aspectos do problema da contaminação" e que seguirão adiante
com o projeto "só quando todos estiverem satisfeitos", segundo uma fonte
oficial.
Com mais de 2,5 milhões de visitantes anuais, o monumento é o mais popular da
Índia, tendo sido escolhido recentemente como uma das sete novas maravilhas do
mundo, em concurso mundial que premiou também o Cristo Redentor, no Rio de
Janeiro.
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